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Juno MacGuff: I need to know that it's possible that two people can stay happy together forever.
Andava com muita curiosidade de ver este filme. Desde os ecos que surgiram já na recta final do ano passado. Marcou presença no Festival de Roma, saiu de lá com o galardão de melhor filme do festival, ganhou outros tantos prémios e está agora lançado aos Óscares com 4 nomeações, Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz Principal e Melhor Argumento Original.
Nomeações de peso para um projecto “Índie” que conquistou o grande publico pela sensibilidade da história, pela perícia dos seus diálogos e pela forma descontraída com que discorre sobre um tema tabu em muitas sociedades, a gravidez na adolescência.
Sem falsos moralismos e histerias, sem dramas ou tragédias. Esta é a história de como uma menina ultrapassa com dignidade uma dura etapa da sua vida, a gravidez aos dezasseis anos. Consegue ter essa criança e fazer uma mulher infértil feliz e ainda encontrar o amor no final.
Não existem coisas a mais neste argumento, o “plot” deste filme está nas primeiras linhas e a partir dai segue o seu rumo natural em tom de comédia contida.
Não pretende propriamente nos fazer rir, mas as suas personagens são de tal modo estilizadas e sarcásticas, começando em Juno, passando pelo casal eleito par “doar” o seu filho até ao verdadeiro pai da criança, tudo se encaixa num ambiente meio Kitsch de cidade perdida algures num desses estado de que ninguém se lembra mas que poderia ser a realidade da nossa rua.
O genérico inicial e a banda sonora são de apontar como exemplos de bom gosto que pauta este filme.
Soube bem vê-lo, e soube bem não me sentir defraudada depois de tanta expectativa.





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Algures na capa fala em ler este livro ao seu gato.