segunda-feira, março 21, 2011
BLADE RUNNER (1982)
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terça-feira, fevereiro 15, 2011
Anatomy of a Murder (1959)



Para quem acha que os rótulos definem as obras, este Anatomy of a Murder tem um pomposo: o de melhor drama de tribunal de sempre.
Nomeado para 7 Óscares na cerimonia da Academia de 1960 - Ano em que Ben-Hur ganhou 11 dos 12 Óscares para que estava nomeado – entre eles para Óscar de Melhor filme e de melhor Actor, com James Stuart nomeado pela interpretação do Paul Biegler, um advogado em decadência após ter perdido o seu cargo de Procurador que passa os seus dia entre o barco de pesca e o piano e que é contratado para defender um caso de homicídio.
Para a acusação o caso é simples: Lt. Frederick Manion assassinou o dono do bar após este ter, alegadamente, violado a sua mulher Laura.
Mas para a defesa este homem foi alterado por um estado momentâneo de demência causado pela brutal violação da esposa e por isso deve ser ilibado do crime que cometeu.
A luta entre estas duas versões da história e a medição de forças entre uma dupla de conceituados advogados de acusação e Biegler, "a small town lawer", fazem o filme.
Laura talvez tenha sido violada, talvez não. A sua relação com o marido talvez seja de amor ou talvez de pura agressão. E o Tenente Manion talvez tenha premeditadamente e por puro ciúme assinado o dono do Bar.
Pouco interessa.
Aquilo que se demonstra no tribunal, ou aquilo que se consegue fazer um júri acreditar é a única coisa que realmente interessa. É a verdade reinventada.
O filme é relativamente longo, mas vale pela troca de palavras entre os advogados, com diálogos muito bons, cheios de momentos sarcásticos e exaltados.
E também pelas interpretações. James Stewart enquanto advogado de defesa e Lee Remick enquanto Laura enchem o ecrã.
Lee Remick tem aqui um dos seus primeiros papeis de destaque. Laura - Acho que o Otto Preminger tem uma queda para as Lauras - é uma daquelas mulheres que caberia perfeitamente num Noir. Destrambelhada, ciente de si, tão bela como perigosa e pronta para jogar um jogo cheio de ambiguidades onde cabe sempre um pouco de sedução.
Há uma verdade na sua história, só não conseguimos saber qual.
O papel inicialmente pertencia a Lana Turner, que acabou por o perder. Lana Turner exigiu que Laura usasse roupa desenhada pelo seu designer pessoal, mas Otto Preminger não esteve com meias medidas e achou que o estilo não se ajustava à personagem e acabou por chamar Lee Remick, uma jovem em inicio de carreira, apesar do estúdio estar pronto a ceder às exigências de Lana Turner.
James Stuart, que já havia visto em filmes como Vertigo e Rear Window de Hitchcock ganha aqui outra dimensão, ainda mais quando aparece ao piano com Duke Ellington que faz um cameo no filme, para além da Banda Sonora. Por curiosidade James Stuart teve uma vida longa – 99 anos - e faleceu apenas um dia depois de Robert Mitchum em 1997.
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5:31 p.m.
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quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Estragam-me com mimos...
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sexta-feira, outubro 15, 2010
Ghost Writer (2010)
Richard Rycart: Not all of it, just the beginning. There's something very important about it.
The Ghost: Yeah, it's the cure for insomnia.
Bem realizado, bem escrito e com um toque delicioso que são aqueles diálogos acutilantes e sarcásticos.
Gostei.
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12:04 a.m.
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quinta-feira, setembro 23, 2010
Inception (2010)
No final do filme uns quantos espectadores saíram sem ar porque viram algo brilhante, outros saíram agastados porque não gostaram menos nada, outros saíram ainda meio confusos e a precisarem de ver o filme mais uma vez para perceber em que grupo de enquadram.
Eu gostei. As obras não têm de ser consensuais, e quanto mais estranhas e polarizadas sejam as opiniões sobre elas, mais eficazes foram em nos colocar a mente a funcionar.
Gostei do argumento, da ideia original e depois da solução visual para nos contar a história.
Gostei das interpretações de jovens actores, com muitas provas para dar, em conjunto com outros que começam a ter carreiras consolidadas.
Leonardo DiCaprio insiste em melhorar de filme para filme. Fico à espera para ver qual será o seu passo seguinte.
Lembra-me de quando andava no ciclo preparatório e a sua cara juvenil, com aquela moldura lourinha, aparecia semana sim semana sim na capa de uma Superpop ou daquelas revistas Bravo, muitas vezes escritas em alemão, que nós comprávamos só para ver as fotografias.
Depois da fase Titanic e Romeu e Julieta e depois da adolescência sonhadora, gostar do Leo era coisa "brega" e de meninas mal letradas. Parece que essa realidade vai mudando aos poucos, a idade e a experiência fazem milagres pelas carreiras de quem sabe geri-las de um modo inteligente.
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12:30 a.m.
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terça-feira, julho 20, 2010
Sex & City 2

Mas as senhoras podem ficar ainda mais magras?
Mudar de roupa mais vezes? Não...
Podia até ser um bom entretenimento, mas é demasiado grande para tanto cliché junto. Vale pelo desfile de moda, ficamos todas a sonhar com trapinhos que nunca iremos vestir.
E não é essa a magia do cinema?!
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1:10 a.m.
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Robin Hood (2010)
Filmes destes em que morrem mais pessoas nos primeiros 5 minutos da película do que nos seria possível imaginar, enfim, um escape de stress e um visionamento agitado para quem, assim como eu, salta descaradamente na cadeira a cada gesto brusco na tela do cinema.
E quem melhor para interpretar a personagem máscula, corajosa e moralmente perfeita de Robin Hood do que Russel Crowe? E quem melhor do que Cate Blanchett para ser a dama deste cavaleiro? Os dois guiados pela mão de Ridley Scott...
P.S. Para os curiosos, aqui fica a dica. As celas dos cavalos foram feitas por mãos treinadas e sabidas de artesãos portugueses...
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12:54 a.m.
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terça-feira, maio 04, 2010
Shutter Island (2010)
Primeiro é a banda sonora exagerada e nervosa, as imagens escuras, o vendaval. Depois uma mistura explosiva entre sonhos expressionistas, a guerra e um evento que ainda não conseguimos desvendar.
E no fim não é nada disso...
Gosto mais do Marty do gangsters, mas não se saiu nada mal neste thriller.
Di Caprio já não tem aquele ar púbere dos posteres de revistas para adolescentes e sem dúvida esforça-se para apagar essa memória de menino bonito. A idade faz-lhe bem.
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12:31 p.m.
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Heat - Cidade sob pressão (1995)
Vou dizer o quê de um filme que tem como protagonistas Robert De Niro e Al Pacino?
Que deve ter sido um clássico instantâneo? Que tem interpretações geniais? Que o jogo de gato e rato, protagonizado por dois dos melhores actores da sua geração, ganha aqui uma proporção épica?
Só vendo mesmo.
Por isso se ainda não viram, esforcem-se na procura. Não se pode falar de cinema sem ver este clássico de Michael Mann.
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12:17 p.m.
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segunda-feira, abril 19, 2010
Up in the air (2009)
Podia ser só mais uma comédia, daquelas leves que falam de encontros e desencontros de pessoas que vivem em situações que nos podem parecer caricatas.
Mas é muito mais, é um excelente argumento. Com personagens complexas e prestações bem conseguidas.
E um momento de cinema daqueles bem passados.
Sharon Jones & The Dap-Kings - This Land is Your Land.
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terça-feira, abril 13, 2010
The Men Who Stare at Goats (2009)
Grandes actores.
História hilariante.
Diálogos inteligentes.
E um sorriso malandro, que de vez em quando resvala para uma gargalhada sonora, e que nos acompanha durante todo o filme.
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6:00 p.m.
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domingo, março 14, 2010
Sala de Cinema XVI - A estrada
Numa palavra: angustiante.
Prevejo que terei pesadelos com este mundo desolado e que me vai gelar os pés só de pensar nesta angustiante espécie de era polar.
Mas é um bom filme. Forte nas suas mensagens, desolador no retracto que faz da humanidade.
*Acho que devia vir escrito no bilhete que o filme não é aconselhado a pessoas que estejam em perigo de entrar em depressão. Não foi fácil de superar tal desolação.
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11:06 p.m.
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segunda-feira, dezembro 21, 2009
X-files season II
Porque é que a serie acaba com um episódio excitante que acaba com "to be continued" . Arrrahhhgggg
Fica uma pessoa em pulgas! Eu tenho a 3ª serie à mão, mas "back in the nineties" a malta deve ter sofrido durante meses!
Entretanto, começou na passada 5ª feira a 2ª serie de Fringe na RTP2.
Qualquer semelhança com o inicio da 2ª serie do X-files deve ser só pura coincidência...
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11:30 a.m.
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quinta-feira, dezembro 03, 2009
X-files season I
Quando eu ainda andava a tentar perceber o que era o mundo e ainda nem era "teenager" já estes senhores andavam a espalhar suspense pelas televisões desse mundo.
O culto foi grande e a história dos anos noventa não fica completa sem se falar dos X-files.
A mim, passou-me ao lado.
Nada que não se resolva com um pouco de tempo e vontade e uma edição especial para ir vendo, rindo e comparando com os dias de hoje, e achar tudo "so nineteens". Mas a semente estava lançada. E parece que a primeira temporada foi só o começo.
Não sendo excepcional e tendo as gralhas que era se de esperar encontramos aqui a base do guião da mais recente Fringe. A teoria da conspiração em conjunto com fenómenos paranormais, visitantes extraterrestres e realidade paralelas.
Qualquer uma delas, uma excelente companhia para as noites de inverno.
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4:29 p.m.
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quinta-feira, junho 04, 2009
The Unbelievable Truth (1989)
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4:53 p.m.
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terça-feira, maio 12, 2009
Sala de Cinema XV - Watchmen


Há muito tempo afastada destas andanças do cinema às segunda-feiras, voltei ontem à sala escura.
O filme era uma perfeita incógnita, ao contrário de muitos não li a B.D.. Mas na tela brilhou um filme cheio de acção, com uma história interessante, algum humor e uma banda sonora a condizer.
*****
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11:43 p.m.
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quarta-feira, abril 15, 2009
O Filme desta Páscoa
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7:14 p.m.
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segunda-feira, março 16, 2009
Comer, beber, homem, mulher (1994)

Chu: I don't understand any of them, and I don't want to know. Let them grow up and leave. It's like cooking. Your appetite's gone when the dish is done.
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6:28 p.m.
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terça-feira, dezembro 02, 2008
O Fim-de -Semana em Filmes...
Um soberbo Noir dos tempos modernos! Muito bom mesmo!
The Man with the Golden Arm (1955)
Mais um preto&branco delicioso para as noites frias de Inverno.
Before the Devil Knows You're Dead(2007)
Este filme vem só lembrar que, se um dia nos lembrarmos de fazer algo disparatado, é melhor não esquecermos a velha lei de Murphy, porque no fim de contas tudo o que poderia acontecer de mal acontecerá!
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4:07 p.m.
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terça-feira, novembro 25, 2008
Os ultimos dias em filmes...
Mais um Noir . A femme fatale, o ingénuo que acredita naquele rosto inocente e um fim inesperado. Um preto e branco delicioso de Otto Preminger, com Robert Mitchum mais uma vez a espalhar charme pelo ecrã.
Que bom deve ter sido ir ao cinema no inicio da década de 50….
Wonder Boys é mais um filme da teoria do caos. Onde se experimenta a ideia de que para a vida mudar para melhor talvez seja necessário mete-la na centrifugadora, carregar no botão três vezes e depois começar de novo com os pedaços que sobrarem inteiros.
Papel improvável do menino homem aranha (Tobey Maguire, que já me tinha surpreendido no The Good German), um Michael Douglas mais velho e abatido do que de costume e um Robert Downey Jr. Igual a si mesmo.
Destes, talvez o melhor filme. Porque a sua história é tocante. Porque as personagens são complexas e atormentadas e porque existe uma sensibilidade extrema na composição das imagens.
É deliciosamente datado e identificado com a época em que foi feito.
Este filme é a prova de que um excelente livro como é a Mancha Humana de Philip Roth, não origina obrigatoriamente um bom filme. Poderia até ter originado, não fosse a pobre composição das personagens, os erros cronológicos e a omissão do papel no desenrolar da acção, de personagens tão importantes como Delphine Roux.
Flashbacks desajustados na narrativa completam o quadro. O que poderia ser uma obra grandiosa e atravessar várias décadas da história dos E.U.A. e das suas convulsões sociais, transformou-se num telefilme no qual se destaca a relação entre um homem já na terceira idade com uma mulher muito mais nova e destruída, quando no livro esse é apenas o mote para uma história muito mais vasta e complexa.
Sem dúvida a minha grande desilusão cinematográfica dos últimos tempos.
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Angie Mendes
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11:11 a.m.
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