sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Miss Mia Wallace

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Se o meu nome tivesse realmente alguma influência na pessoa que eu sou, eu seria assim!

What Ângela Means



You are very intuitive and wise. You understand the world better than most people.
You also have a very active imagination. You often get carried away with your thoughts.
You are prone to a little paranoia and jealousy. You sometimes go overboard in interpreting signals.

You are deeply philosophical and thoughtful. You tend to analyze every aspect of your life.
You are intuitive, brilliant, and quite introverted. You value your time alone.
Often times, you are grumpy with other people. You don't appreciate them trying to interfere in your affairs.

You are friendly, charming, and warm. You get along with almost everyone.
You work hard not to rock the boat. Your easy going attitude brings people together.
At times, you can be a little flaky and irresponsible. But for the important things, you pull it together.

You are relaxed, chill, and very likely to go with the flow.
You are light hearted and accepting. You don't get worked up easily.
Well adjusted and incredibly happy, many people wonder what your secret to life is.

You are usually the best at everything ... you strive for perfection.
You are confident, authoritative, and aggressive.
You have the classic "Type A" personality.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Fim de tarde em Fevereiro...



Nunca me esqueço de como é bonito o fim de tarde nesta praia.
Tempos houve em que passava aqui os meus dias de Verão num delicado limbo, entre dias de trabalho duro e pura transgressão de regras.
Na altura tudo parecia mais grave do que o que me parece hoje. À distância do tempo que passou, as minhas incertezas pueris, as asneiras deliberadas que fazia, o mundo criado por mim não passam de um ilusão distante.

Nada do que eu imaginei naqueles dias passou a existir.
Lembro de tarde passadas em biquini, de me sentar numa esplanada virada para o mar a comer melão com presunto e vinho verde. Tive alturas em que fui presunçosa. Mas para mim era completamente indiferente.
Era tudo uma grande ilusão, nada absolutamente nada pertencia a um mundo sano.
Havia sempre algo mais em mim. E eu achava que ia continuar assim para sempre, que eu ia crescer e continuar a depender de sensações induzidas e inventadas. Achei que poderia me satisfazer através de sensações exteriores a mim.

Estamos em Fevereiro e sol brilha como numa qualquer tarde de Verão.
Fixei o olhar bem lá ao fundo até ao topo da serra da Arrábida. Depois fechei os olhos, vi-me por ali.

Passou já tanto tempo que nem pareço eu.
Era apenas um esboço de mim…

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Tom Waits - Make it rain

Apetece-me mesmo ouvir este senhor em altos berros!

Eastern Promises

A dupla David Cronenberg e Viggo Mortensen que, já anteriormente nos havia apresentado A History of Violence, realiza neste Eastern Promises uma espécie de sequela ou seguimento de temática.
A History of Violence é um filme cru, estudámo-lo numa aula de Escrita Criativa por se poder considerar que a sua “Timeline”, ou o seu guião tem uma estrutura clássica bastante demarcada, é possível descrever com precisão temporal em que ponto do filme estamos, qual é o plot inicial, quando é que o herói e desafiado, quando é que ele aceita a aventura e por ai a fora.
Mas para além desses pormenores estruturais e de teor apenas estilístico, A History of Violence é isso mesmo, uma história recheada dos instintos mais básicos do homem. Viggo Mortensen é ai o anti-heroí. Ou o herói que põe em causa a nossa maneira de abordar o bem e o mal, porque gostarmos dele sem perceber o seu passado, e no fundo achamos que para lá da história a sua personagem merece um futuro longe daquela pessoa que já não é ele.

Em Esastern Promises Viggo Mortensen reenventa Tom Stall da parceria anterior, dá-lhe um ar ainda mais sombrio e desligado, cobre-o de uma misteriosa calma e frieza, cria em nós uma ambiguidade de sentimentos ainda mais profunda.
Não o percebemos num certo cenário mafioso, mas também não o encaixamos num mundo real fora das máfias russas e seus bordéis cheios de escravas do século XXI.

Se em Spider (2002) Cronenberg optou pela criação de mundos paralelos, surreais e de algum modo do absurdo, nos dois títulos acima fez claramente uma regresso aos elementos mais básicos, á linearidade da história e aos argumentos capazes de nos prender pela crueza dos temas.
“A History of Violence” e Eastern Promises poderiam perfeitamente ser as duas primeiras partes de uma qualquer trilogia.
Falta então a terceira parte.



Juno

Leah: Dude, I think it's best to just tell 'em.
Juno MacGuff: I'm Pregnant.
Bren: Oh, God.
Juno MacGuff: But, uh ah, I'm going to give it up for adoption and I already found the perfect couple, they're going to pay for the medical expenses and everything. And and what ah 30 or odd weeks we can just pretend that this never happened.
Mac MacGuff: You're pregnant?
Juno MacGuff: I'm sorry. I'm sorry... And if it is any consolation I have heartburn that is radiating in my knee caps and I haven't taken a dump since like Wednesday... morning.
Bren: I didn't even know that you were sexually active.
Juno MacGuff: I, uh...
Mac MacGuff: Who is the kid?
Juno MacGuff: The-the baby? I don't really know much about it other than, I mean, it has fingernails, allegedly.
Bren: Nails, really?
Juno MacGuff: Yeah!
Mac MacGuff: No, I know I mean who's the father, Juno?
Juno MacGuff: Umm... It's Paulie Bleeker.
Mac MacGuff: Paulie Bleeker?
Juno MacGuff: What?
Mac MacGuff: I didn't think he had it in him.

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Vanessa Loring: So... How are we going to do this?
Juno MacGuff: Uh, aren't I just gonna, ya know, squeeze it out and, hand it over to you?
Gerta Rauss: Mark and Vanessa are willing to negotiate an open adoption...
Mac MacGuff: What do you mean?
Juno MacGuff: Wait... No! I mean, can't we just, like, kick this old school? Like, I have the baby, put it in a basket and send it your way, like, Moses and the reeds?
Mark Loring: Technically, that would be kicking it Old Testament.
Gerta Rauss: ...So, we all agree that a closed adoption is the best decision for all involved?
Juno MacGuff: SSHHIT! YES! Close it up!
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Vanessa Loring: Your parents are probably wondering where you are.
Juno MacGuff: Nah... I mean, I'm already pregnant, so what other kind of shenanigans could I get into?
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Juno MacGuff: I need to know that it's possible that two people can stay happy together forever.


Andava com muita curiosidade de ver este filme. Desde os ecos que surgiram já na recta final do ano passado. Marcou presença no Festival de Roma, saiu de lá com o galardão de melhor filme do festival, ganhou outros tantos prémios e está agora lançado aos Óscares com 4 nomeações, Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz Principal e Melhor Argumento Original.
Nomeações de peso para um projecto “Índie” que conquistou o grande publico pela sensibilidade da história, pela perícia dos seus diálogos e pela forma descontraída com que discorre sobre um tema tabu em muitas sociedades, a gravidez na adolescência.
Sem falsos moralismos e histerias, sem dramas ou tragédias. Esta é a história de como uma menina ultrapassa com dignidade uma dura etapa da sua vida, a gravidez aos dezasseis anos. Consegue ter essa criança e fazer uma mulher infértil feliz e ainda encontrar o amor no final.
Não existem coisas a mais neste argumento, o “plot” deste filme está nas primeiras linhas e a partir dai segue o seu rumo natural em tom de comédia contida.
Não pretende propriamente nos fazer rir, mas as suas personagens são de tal modo estilizadas e sarcásticas, começando em Juno, passando pelo casal eleito par “doar” o seu filho até ao verdadeiro pai da criança, tudo se encaixa num ambiente meio Kitsch de cidade perdida algures num desses estado de que ninguém se lembra mas que poderia ser a realidade da nossa rua.
O genérico inicial e a banda sonora são de apontar como exemplos de bom gosto que pauta este filme.
Soube bem vê-lo, e soube bem não me sentir defraudada depois de tanta expectativa.


Nostalgias...

24 Anitos com tantas coisas para me lembrar…
Nem sei se gosto de fazer anos. É um misto de tristeza por ver o tempo a passar e de esperança que essa passagem do tempo me traga algo de novo, de bom.
Era bom que crescêssemos com os aniversários e não fosse preciso outras rupturas.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

No proximo sabado no MUSICBOX

Vou estar por lá mais uma vez a fazer de "gruppie" aos Skazoomba, ilustre banda de Ska Raggae, da qual faz parte o meu cunhado!

Apareçam!

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Sala de Cinema IV- Control



É um retrato a negro, assim como negra era a aura de Ian Curtis.
Quantas dúvidas e fantasmas e confusões existiriam dentro de si para que a vida deixasse de ter forma, para que o facto de existir deixasse de ser algo que não se sente, algo que simplesmente está ali.
Afinal, é mesmo necessário ser-se assombrado para se criar formas de arte superiores?
Não sendo um filme genial (quanto a mim!) é, sem duvida, uma biografia clara, simples e directa áquilo que nos interessa compreender o percurso entre o jovem pacato e saudável que escrevia umas coisas engraçadas nos subúrbios cinzentos de uma cidade Inglesa até ao estado de conflito interior, potencialmente suicida, provocado por uma doença na altura ainda incompreendida e por uma ascensão artística sufocante.

Por vezes, caminhamos num sentido e tentamos alcançar algo, a nossa vida intensifica-se e torna-se complexa.
Por vezes, quando lá chegamos, compreendemos que éramos bem mais felizes lá atrás…
Nem sempre os nossos sonhos são bons, existe sempre outro lado…

Levity


Um único momento no passado pode transformar-se numa sombra pairando sobre nós durante toda a vida.
E aquilo por que esperamos sempre, aquilo que achamos que iria exorcizar esse erro de dentro de nós, depois de concretizado não passa de um outro erro, de uma sucessão de acontecimentos dolorosos, por vezes de pequenos enganos. Afinal deveria ou não deixar-se o passado mesmo lá atrás?
Deu que pensar…

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Porque nem só de filmes se faz a vida...



2008 já está instalado e com ele novas perspectivas, novas ambições e a vontade de triunfar que têm aqueles que estão acabados de nascer.
Este final de Janeiro que cheira a Primavera trouxe consigo desafios, e os desafios implicam sempre o medo de não se estar à altura de conseguir.


Por vezes olhamos no espelho e a imagem que ele nos reflecte não corresponde a esse ar confiante que seria de esperar, o espelho quase que nos fere ao reflectir todas as nossas fragilidades nuas.

Outras vezes um sorriso mal esboçado chega para nos dar a parecer que afinal existe algo mais dentro de nós.

Como é difícil gerir o nosso próprio ser…


Esperam-se novidades, quem sabe na 1ª página a cores!!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

All About Eve


Um filme sobre o teatro que é um “teatro” em si.
Diálogos longos, acutilantes, cenários reduzidos e um núcleo narrativo central muito forte.
Não existem dispersões, “It’s All About Eve”.
Ou melhor, tudo sobre um esquema muito bem engendrado. Tudo sobre uma mulher ambiciosa e sem escrúpulos, para quem os fins justificam sempre os meios.
E nem chega a ser criminoso, porque não é crime ser-se dissimulada, nem levar as outras pessoas a gostar de nós de uma maneira irreflectida.
Não é crime ser-se dissimulada e dizer uma coisa aqui e outra ali.
Eve, apenas sabe como ludibriar as pessoas, Eve sabe perfeitamente qual é o seu objectivo.

Mas apesar de o filme ser “About Eve” (Anne Baxter), a grande tela pertence toda a Margo(Bette Davis), Uma diva, na plenitude da palavra.
Porque esbanja charme a cada gesto, porque a sua personagem na crise dos quarenta com traços dramáticos dignos de um acto teatral é simplesmente deliciosa.

Tanto Anne Baxter com Bette Davis foram nomeadas para o oscares de melhor actriz principal, sendo que o filme ganhou em 1950 6 Óscares:

Melhor actor secundário (George Sanders)
Melhor Guarda-roupa
Melhor Realizador (Joseph L. Mankiewicz)
Melhor Filme
Melhor Som
Melhor Argumento


E tudo isto por apenas 9.90€ numa qualquer superfície comercial E. Leclerc.
Não tem extras nem horas de conversa sobre a importância deste filme na história do cinema. È uma pena.
Mas não nos podemos queixar, não se pode ter tudo. E mesmo sem extras, bem-haja à democratização da cultura a preços acessíveis.


terça-feira, janeiro 15, 2008

Sala de Cinema III - American Gangster



Seriam mesmo assim os loucos anos 60?
As pessoas acotovelavam-se pelas ruas em puro êxtase, inebriados pelas doses de heroína que se vendiam na esquina por uns tostões?
Seria assim tão simples ser-se simplesmente agarrado e viver à margem da lei embalado em ondas de Jazz e do emergente Rock n’ roll?
Não é disto que nos fala o filme, mas é esta a sua envolvente, o seu cenário. Os clubes “Fashion” de Jazz e Funk e as ruas sujas do Harlem.

Conta-nos a ascensão e queda de um homem, que com o tempo se torna poderoso, mas que já antes era destemido.
Que é frio e consequente, que sabia que num mundo de brancos, na sua época, pouco lhe restava além de viver na sombra de forças corruptas, de antigas máfias instaladas e da lei obscura das ruas.
Frank Lucas empreende o sonho americano.

Rossel Crow é um detective aspirante a advogado que fez o impensável num mundo em que a corrupção dentro das forças policiais era uma banalidade. Não se deixou subornar.
Det. Richie Roberts vive no limbo entre a sua carreira e a família há muito perdida entre infidelidades e ausências.
Quer ser advogado, mas tem medo de falar em publico.
Tem um ar seboso e desleixado, mas está nas suas mãos fazer a limpeza necessária a restabelecer a ordem natural das coisas.

Ao início o filme parecia um bocado perdido, a narrativa estava um pouco fragmentada, mas com o passar dos minutos a trama ganha consistência e acaba por ser um excelente filme.
Um excelente filme que tem também uma excelente banda sonora!

What goes around comes around...

Tão Fofo!!!!

Tontices!

Que querem?! Adoro gatos!

domingo, janeiro 06, 2008

Vertigo (A mulher que viveu duas vezes)


Hitchcock encontrou a receita mais conseguida para criação de medo, da ansiedade e expectativa através de imagens.
Os planos, as cores baças, as personagens.
O tema central e a intrincada história que é o fio condutor de um final inesperado.
Acho que é um excelente!

sábado, janeiro 05, 2008

2008



È um mundo de possibilidades que se estende à minha frente em forma de calendário.
Há projectos profissionais para se por em marcha, coisas para se criar, vidas e temas e assuntos e coisas extraordinárias para se descobrir e escrever.
Há filmes para ver, livros para ler um mundo de coisas desconhecidas que me empolgam e me deixam deleitada e frustrada ao mesmo tempo, porque o tempo é curto para descobrir todas elas.

Existo eu, cheia de vontade de me criar e construir, num novo mundo de percepções, de me compreender e crescer, crescer muito, deixar de viver “encasulada”, tentar ser um pouco mais com o mundo.

Ter paz.
Queria muito que 2008 me trouxesse paz. De espírito, paz no meu quotidiano. Paz que me permita apreciar as pequenas coisas, o meu banho de espuma quente, a musica que ouço, o meu pequeno-almoço ou o sol da manha, os lençóis lavados acabadinhos de colocar.
Quando penso nisso, afinal são precisas poucas coisas para me fazer feliz…
No entanto é tão difícil juntá-las todas numa mesma constelação.

Que 2008 seja isso, paz para mim e paz para o mundo.

2007




Foi um ano difícil.
Houve muita distância. Muitas viagens pelo caminho.
Houve dias em que a esperança se esvaia de dentro de mim e eu achei que não ia conseguir. Houve outros em que algo dentro de mim brilhava como um sol e me deu força para continuar a cumprir a minha pena, a pena que me foi destinada pela minha inconsequência porque tive medo e dúvidas e insegurança, porque não fui capaz de lutar, nem de escolher o caminho mais difícil que afinal era o mais fácil… o medo tolda-nos, impede-nos de viver.
Houve o curso de escrita criativa, houve o festival de Sines e o cruzeiro no mediterrâneo. Houve Andrew Bird no São Jorge e Micah P. Hinson no Santiago Alquimista. Tantos outros no CAEP, sempre algo a acontecer.
Houve o maior período de tempo na minha vida em que vivi com a minha irmã, incrível não é?
Só depois de crescidas conseguimos estar na mesma casa mais que um mês, mais que umas férias grandes ou os dias perdidos da nossa infância. Foi bom, poderia ter sido melhor, poderia ter apreciado melhor cada dia, poderíamos ter feito tantas coisas que ficaram por fazer, tantas outras por dizer.
Mas os dias são curtos para quem tem o coração noutro lugar e sonha sempre com a viagem a seguir. Ficou a certeza que nos falta muito para nos conhecermos, muita coisa de irmãs para partilhar.
Depois a volta. A CASA, à minha casa. A tudo o que aqui me pertence e me preenche o coração.
Tudo foi difícil em 2007. Tantas decisões difíceis, crises familiares, períodos em que não soube o que fazer comigo.
Mas estou de volta. Com tudo de difícil que isso possa implicar.
Com as viagens ao contrário, com o emprego menos auspicioso, com as dificuldades que isso me trás.
Estou de volta e tenho o coração confortado, nem sempre é fácil viver, decidir, construir, avançar.
Não é fácil, mas neste novo ano não estou mais sozinha.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Key Largo (Paixões em Fúria)



Johnny Rocco: There's only one Johnny Rocco.
James Temple: How do you account for it?
Frank McCloud: He knows what he wants. Don't you, Rocco?
Johnny Rocco: Sure.
James Temple: What's that?
Frank McCloud: Tell him, Rocco.
Johnny Rocco: Well, I want uh ...
Frank McCloud: He wants more, don't you, Rocco?
Johnny Rocco: Yeah. That's it. More. That's right! I want more!
James Temple: Will you ever get enough?
Frank McCloud: Will you, Rocco?
Johnny Rocco: Well, I never have. No, I guess I won't. You, do you know what you want?
Frank McCloud: Yes, I had hopes once, but I gave them up.
Johnny Rocco: Hopes for what?
Frank McCloud: A world in which there's no place for Johnny Rocco.


Uma ilha, um hotel fechado, um forasteiro, um chefe da máfia e seus seguidores e uma tempestade são o mote para este filme, tenso, inspirado e diferente.
Humphey Bogard não é aqui o Galã do costume, apenas e só um soldado desalentado com a guerra de volta ao mundo real. Lauren Bacal não é aqui a deusa do costume, apenas uma rapariga que perdeu o marido na guerra e que vive na candura de uma ilha estancia balnear. A tensão existente no filme não é entre eles, ao contrário do que o título português sugere, mas sim entre um bando de malfeitores e todas as outras personagens.
Todos estão na hora certa no local errado, tanto mais que se aproxima um furacão capaz de varrer por completo a ilha e deitar abaixo os planos de todos.
Claire Trevor leva deste filme o Óscar para melhor actriz secundária com a sua interpretação de Gaye Dawn, antiga cantora, concubina do chefe mafioso, bêbada desolada comovente por vezes.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

O Labirinto de Fauno


[first lines]

Pan: A long time ago, in the underground realm, where there are no lies or pain, there lived a Princess who dreamed of the human world. She dreamed of blue skies, soft breeze, and sunshine. One day, eluding her keepers, the Princess escaped. Once outside, the brightness blinded her and erased every trace of the past from her memory. She forgot who she was and where she came from. Her body suffered cold, sickness, and pain. Eventually, she died. However, her father, the King, always knew that the Princess' soul would return, perhaps in another body, in another place, at another time. And he would wait for her, until he drew his last breath, until the world stopped turning...

Duas linhas narrativas envolvem este filme.
Uma tão real e dolorosa como a Guerra civil de Espanha, outra tão etérea e fantasista como o mundo encantado da magia e das fadas que povoam o imaginário das crianças.

A maneira como estes mundos se misturam e a lição de moral tradicional dos contos de fadas, a ambiência escura e ambivalente que nos leva entre um mundo de Fadas e de monstros, de cores bonitas e de escuros incontornáveis, fazem com que este filme provoque uma miscelânea de emoções. Se á 1ª vista fica a sensação de que ficou algo por contar, ou que à história em si falta algo, com o tempo, e depois de digeridas todas as imagens, apetece voltar a ver e tentar compreender as peças que me faltaram.

Um excelente filme para um noite fria de Inverno, que veio acompanhado de um DVD de extras que ainda irá merecer uma atenção.

Este deve ser o 1º filme que vejo em espanhol que não é do Sr. Almodôvar.
Temos o cinema a mudar do outro lado da fronteira?

Jackie Brown





"Ordell Robbie: My ass may be dumb, but I ain't no dumbass."


O que é que o Tarantino tem que os outros não têm?Uma completa falta de pudor na maneira como olha o mundo, do pequeno e grande crime. Uma completa falta de “filtro” na discrição dessa cultura americana, de pequenos traficantes de periferia, dessa massa humana sem consciência nem barreiras entre o bem e o mal.Tudo em Tarantino se apresenta com naturalidade, a brutalidade, os códigos de honra, os delitos, o deboche, a verborreia de palavrões, a vida e a morte das suas personagens, tudo mas mesmo tudo não passa de um retrato de um quotidiano que ainda me custa a entender se existe.

Depois há aquela mistura da modernidade com o “kitsch” em todos os seus filmes que já vi. Tarantino ficou preso algures no outro século, e continua a misturar as estéticas visuais e sonoras desse outro tempo com as vidas “atrapalhadas” e sinuosas das suas personagens.

Jackie Brown é isso tudo e também um enredo inteligente e simples, e é mais uma vez um filme louvando uma mulher, a mulher que engendra o plano, a mulher que consegue concretiza-lo e sair da melhor maneira, deixando para trás os bons e os maus.As mulheres de Tarantino são assim, querem vingança, querem mudar de vida, querem algo e procuram, até agora têm encontrado.

domingo, dezembro 30, 2007


Vou fechar o tasco para balanço e volto já em 2008 com o relatório de contas e as estratégias delineadas para o ano que começa!

Feliz ano novo para todos…

quinta-feira, dezembro 27, 2007

A Insustentável Leveza do Ser

"O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser."


Milan Kundera
"A Insustentável Leveza do Ser"

Filme da Noite de Natal.


Se fiquei desiludida com o filme?! Já me perguntei isso. É omisso em algumas coisas, noutras talvez até mais mágico. O tom está lá. Está lá a historia destas pessoas e do seu mundo em mutação. Está lá a sensualidade, a nostalgia, as certezas do mundo e a descoberta da simplicidade das coisas.
Talvez seja isso, talvez seja mesmo tão penoso transportar um grande fardo como viver na total leveza, no desprendimento, no vazio sendo apenas um lugar vago e não passando de uma vaga ilusão.
A vida será pesada? Às vezes sim, toneladas sobre os ombros, dia após dia.
Outros dias não, é quase como se flutuasse.
Apetece-me lê-lo outra vez. Já li este livro três, quatro vezes?!
Faz-me sentir leve, leva-me para outro lugar.
Certamente que este filme também...
Foi bom vê-lo este Natal

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Humphrey Bogard

Que charme! As meninas boas sempre gostaram de meninos maus...:)

Para ver este Natal






Na mesa de cabeceira este Natal.


Feliz Natal!


E porque é Natal, as visitas familiares sucedem-se, e por isso vou estar uns quantos dias afastadas de lugares com internet!
Por isso aproveito e deixo já o meu voto de FELIZ NATAl a todos.
Que cada qual aproveite a quadra da melhor maneira de acordo com o que vai dentro de si.
Um abraço a todos!

Natal...

Cheira a Natal. A castanhas assadas no Rossio, a um sol envergonhado despontando sob um frio prolongado.
Cheira a luzes e cores pelas ruas. A um vento forte que traz fumo das lareiras que queimam pelas casas escondidas na serra.
Cheira a Natal.
A Inverno, a dias curtos, a aquecedor e manta em vez dos cafés. A nostalgias a passar como filmes nos vidros da janela quando chove.
Cheira a saudades, muitas. De coisas que já passaram, de coisas que não temos, de fantasias que não serão. Saudades de utopias.
Cheira a Natal.
Cheira também à hipocrisia de ter de dar, de ter de contribuir, visitar, comer, ser, tudo compulsivamente, desmedidamente. Talvez como se julgássemos que nada mais há amanha.

Houve uns tempos em que gostei do natal.
Agora não desgosto. Mas há tanta coisa nele que me repele, tanta de uma histeria colectiva, tanta gente à minha volta.
È no Natal que mais me apetece estar sozinha.

quarta-feira, dezembro 19, 2007


São dias como o de hoje que me fazem pensar em emigrar para um desses países tropicais onde, mesmo que o sol não brilhe todo o ano, a temperatura nos permita só ter roupa de Verão.
Começando com os pés gelados (a ponto de me interrogar se eles ainda ali estão!), passando pelos casacos, cachecóis, luvas e afins tudo para mim no Inverno é sofrível.
Adoro ver chover, as cores de Outono, os cheiros, tudo é lindíssimo.
Mas este frio…

O dia de hoje...

Algures para os lados da Comenda, Crato...
Dia frio, muito frio e molhado. Mas as cores de outono não deixaram de brilhar na planicie.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Filme de fim-de-semana IX - À Beira do Abismo (The big Sleep)




Vivian: Speaking of horses, I like to play them myself. But I like to see them workout a little first, see if they're front runners or comefrom behind, find out what their whole card is, what makes them run.
Marlowe: Find out mine?
Vivian: I think so.
Marlowe: Go ahead.
Vivian: I'd say you don't like to be rated. You like to get out in front, open up a little lead, take a little breather in the backstretch, and then come home free.
Marlowe: You don't like to be rated yourself.
Vivian: I haven't met anyone yet that can do it. Any suggestions?
Marlowe: Well, I can't tell till I've seen you over a distance of ground. You've got a touch of class, but I don't know how, how far you can go.
Vivian: A lot depends on who's in the saddle




Não vale a pena falar do enredo criminoso e obscuro que envolve este excelente filme “noir”, porque esse só mesmo vendo.
Mas se este não é“The Picture they born for”, está lá perto. Porque Lauren Bacal esbanja classe a cada palavra que diz com a sua voz forte e quente e porque Bogard é simplesmente um galã à altura desta diva.
Foi uma belíssima tarde de domingo, caneca de chá, sofá e um aquecedor… só cá faltou a miss Mia…

sábado, dezembro 15, 2007

Everything is Illuminated


Bonito, simples e ao mesmo tempo tão profundo como a memória.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Filme de fim-de-semana VIII - Things We Lost In The Fire Trailer




Uma história cheia de dor, daquelas dores que imaginamos que não conseguiríamos suportar.
È uma história forte.
____________________________
*Benicio Del Toro nasceu para fazer papel de bandalho está visto, cai-lhe que nem uma luva esta personagem de agarrado inteligente em vias de recuperação.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Miss Mia Wallace


Está linda a minha gatinha...
Se ela soubesse as saudades que eu sinto de a ver a dormir no meu sofá e a olhar para os pombos da varanda...
Acredito que isso não seja nenhuma excitação comparado com o mundo que o monte lhe pode oferecer.
Ando a tentar ganhar coragem para a trazer de volta, mas depois aperta-me o coraçao.
Sinto tanto a falta da gata que so me apetece mete-la no carro e traze-la. Quando lá chego e a vejo a saltitar no meio das laranjeiras só penso que não tenho direito de a voltar a fechar no T1.
Dilemas...

Familia...


Desde de cedo que me acostumei a ver a minha como motivo de tensão, de discórdia, de difíceis sentimentos de culpa e de divisão.
Tentaram desde cedo convencer-me de que o facto de ter uma família compartimentada poderia ser bom. Duas casas para visitar, duas opiniões a serem ouvidas, o dobro dos presentes.
No entanto com o passar dos anos dentro de mim apenas cresceu distanciamento, como se entre um sítio e outro existisse agora um fosso e nesse fosso eu tivesse por fim estabelecido a minha própria casa. E não pertencesse mais a nenhuma outra.
Desde muito cedo decidi que queria viver em qualquer lado menos junto à minha família. A qualquer família. Porque a família nos consome a identidade, nos pede sempre, no exige sempre que estejamos sempre acima de um certo nível, que estejamos sempre dentro das expectativas, que sejamos à sua imagem, que no projectemos no futuro de uma maneira já programada anteriormente.
Nunca estive preparada para essas expectativas. Nunca olhei nessa mesma direcção, numa reacção puramente instintiva comecei por fazer tudo exactamente ao contrário ainda na adolescência.
Achava-se que era rebeldia, mais tarde desequilíbrio, hoje em dia parece-me que era apenas eu a tentar ser eu, a tentar crescer forma da “forma”.
No entanto pelo caminho foram-se perdendo alguns elos, alguns afectos ficaram incompletos, e a minha vontade de fazer parte de algo incerta.
Já não sei se estou cansada dos grandes jantares onde toda a gente fala ao mesmo tempo, da mesa posta desde de manha até de madrugada, de tanto comer, da compulsividade. De ver a minha mãe na cozinha o fim-de-semana inteiro, de sentir no ar que há perguntas que se queriam fazer mas para as quais ninguém quer ouvir resposta, se porque há traços das pessoas que o tempo acentua que nos são desagradáveis, ou pura e simplesmente porque sei que aquilo é uma farsa, é mais um jantar de congratulação pelo facto de estarmos juntos quando na verdade o que nos separa é cada vez maior.
Continuo a gostar de toda a gente, adoro a minha família toda, mas de repente apetecia estar mesmo só no mundo.

Apetecia-me ir de fim-de-semana e estar só com a minha mãe, apetecia-me sentar no sofá e colocar os pés ao aquecedor e descansar, deixar que a minha cabeça se esvaziasse e eu pudesse ter 12 anos outra vez.
Às vezes sinto-me tão injusta por sentir este tipo de coisas, senti-me sempre injusta nestas coisas, mesmo quando não era eu a decidir…

Nick Cave- Stagger Lee (Murder Ballads)

Há uma certa tensão sexual a cada nota, um não sei que de sensual em cada palavra, em cada parte desta história, desta pesonagem violenta... Gosto desta musica. Gosto deste albúm.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Hoje telefonou-me uma velha amiga. Amiga, daquelas de longas conversas, de segredos e risadas. Tantas viagens feitas em conjunto rumo a Portalegre, tantos cigarrinhos do desespero de domingo pós-fim-de-semana sem fumar na casa dos pais, tantos sonhos falados.
E o tempo passou quase sem se dar por isso. No entanto somos as mesmas, cheias de outras cores acho eu. De novas manias e de coisas para contar.
De ritmos trocados, de invenções novas e rotinas maradas. De pessoas que entram e saem nas nossas vidas e a outra já não conhece. De tantas coisas misturadas na essência original.
Falar com alguém que estimamos e não contactamos há muito tempo faz disto, traça uma linha de tempo à nossa volta, deixa a descoberto todas as nossas vitórias, torna real todos os nossos fracassos.
Soube bem. Soube bem ouvir lá do outro lado a mesma voz, sentir a mesma empatia, ter a certeza que daqui a dez minutos ou daqui a dez anos será igual.

Nunca fui boa a manter contactos. Não porque não goste dos meus amigos, mas é simples perder-se, um telefonema que não se faz porque não há dinheiro, um ano em que nos esquecemos da mensagem de natal. Outra vez que o café é adiado porque surgiu qualquer coisa de inesperado e assim o tempo passa, e as pessoas ficam difusas perdidas lá atrás.
Tantas amigas do secundário que não vejo há quatro ou cinco anos. Como se houvesse um vácuo na minha vida, um fosso e de lá para cá fosse outra dimensão.
O tempo passa e vamos deixando de olhar para trás.
Depois também nunca fui boa em relações humanas. Sempre desajeitada, na maior parte das vezes desconfortável perante as pessoas, sem conseguir descortinar o que quer que seja. Não deve ser fácil conhecer-me. Conheço pessoas há anos com as quais só agora me sinto”enturmada”, conheço tantas outras com as quais nunca me vou conseguir “enturmar”.
Empatia e afinidade com os outros não são muito naturais em mim.
Talvez esta minha cabeça, eu sempre tão perdida dentro dela, eu sempre a tentar encontrar respostas para as minhas perguntas tolas, sempre a tentar explicar-me em vão, talvez perca demasiado tempo comigo… Dentro deste mundo paralelo em constante criação…






P.S. Foi bom ouvir-te amiga e sentir que estás bem…

terça-feira, dezembro 04, 2007

3ª Mostra de Cinema Mudo




Tem inicio amanha a terceira edição da mostra de cinema mudo organizada pela Associação Prometeu.

A mostra acontecerá nos dias 5, 6 e 7 no auditório da Escola Superior de Educação de Portalegre.

Tal como nas edições anteriores estarão presentes musicos convidados a musicar os filmes.

Em jeito de encerramento, sexta-feira dia 7 de Dezembro haverá um concerto no bar o X-terna, com Azevedo Silva.





terça-feira, novembro 27, 2007

An inconvenient truth

O meu coração é verde nas preferências clubisticas, e sobretudo na defesa do ambiente.
Tenho consciência que nem sempre o meu contributo é válido, que nem sempre me é possível, pelas mais variadas razões, cumprir com as minhas próprias regras. A minha pegada ecológica deve ainda continuar a ser maior que o meu contributo, mas faço questão de fazer reciclagem e dói-me realmente o coração quando vou a casa dos meus pais e não encontro um recipiente próprio para as latas ou para o papel. Sei que esta história de mudar mentalidades é realmente difícil, no entanto parece-me que há uma falta de esforço das entidades competentes, por vezes as pessoas só compreendem que devem fazer isto ou aquilo quando são obrigadas, e porque não obrigar? Impor sanções para quem não cumprir, afinal não é a sobrevivência do planeta que está em causa?

Este fim-de-semana acabei de ver o documentário “Uma verdade inconveniente”, apesar de não nos contar nada de que não estejamos a par há já algum tempo, o documentário toca em áreas delicadas e vem mais uma vez provar-me que afinal vivemos todos enganados e manipulados pelas grandes forças politicas e económicas deste mundo.
Afinal há tantos anos que se sabia dos malefícios do crescimento de concentração de CO2 na atmosfera e só agora, que o planeta já está em plena mutação, é que se começa a pensar fazer algo?

Se há medidas possíveis de ser tomadas para reduzir o impacto das mudanças climáticas já iniciadas porque é que continuamos a conduzir carros movidos por combustíveis fósseis, porque é que se continua a procurar poços de petróleo em vez de se investir em investigação nas energias renováveis?

Cada vez me custa mais perceber o que se passa na cabeça dos Humanos…

domingo, novembro 25, 2007

Filme de Fim-de-semana VII 45



Nem todos os filmes que vejo são grande coisa, este é um deles. Mas acho que não devo deixar de falar nele por isso.
Porque apesar de não ter um argumento fantástico, de não ser especialmente bem filmado, de fazer uma excessiva exploração da sensualidade de Milla Jovovich, não deixou de ser uma boa companhia para a fria noite de sábado.

(E agora as pessoas pensam: mas esta miuda não tem vida, num sábado à noite em casa a ver filmes tontos! Enfim, ele há fins-de-semana em que sacrificios desses tem de ser feitos, hajam filmes para ver!)

Filme de fim-de-semana VII Hollywoodland



Louis Simo: Excuse me. You the Times?
Times Reporter: I'm the Times.
Louis Simo: You're the Times? What do you think about Superman offing himself and cutting his beloved fiancee out of the picture, leaving the green to Eddie Mannix's wife? Huh? Like she needs the dough? "Hell hath no fury," huh! I mean, people get killed for less than that.
Times Reporter: You saying George Reeves was murdered?
Louis Simo: It's a heck of a question.
Times Reporter: What's your name?
Louis Simo: Louis Simo. S-I-M-O.

Hollywood, a terra dos sonhos. Mas por vezes aquilo que aos olhos dos outros parece um sonho não passa na realidade de um pesadelo.

Este filme retrata isso mesmo, o glamour do mundo do cinema liderado pelas grandes companhias, a estrelas e as suas vidas premiscuas, os media e toda uma relação entre a ficção e a realidade que os unia a todos.

Este é o relato de um dos grandes mistérios de Hollywood, afinal George Reeves matou-se ou foi morto?!


segunda-feira, novembro 19, 2007

Filme de Fim-de-semana VI - Last Kiss




Kim: and don't worry 'cause crises... crr... crisises?
Michael: I think it's "crises"
Kim: right... like I said, crises, they come and go
Michael: sometimes... sometimes they don't really feel like they are going anywhere
Kim: you are having a permanent crisis?
Michael: I don't know, maybe... just've been thinking about my life lately. Everything feels pretty planned out, you know?. It's like I know everything that's gonna happen. There are no more surprises
Kim: that is so boring
Michael: [laughs] I know


Paul Edward Haggis o argumentista de filmes tão dispares e brilhantes como Million Dollar Baby, Crash ou Casino Royal, em parceria com Gabriele Muccino (Realizador de The Pursuit of Happyness) apresenta aqui uma historia simples de um grupo de amigos e das suas relações pós-universitárias, da dificuldade que é assumir uma postura adulta perante a vida quando perto dos trintas somos ainda uns jovens acabados de formar ainda preocupados com tudo o que não vivemos e queríamos viver entretanto.

V W future camper

Quero uma destas!!!

domingo, novembro 18, 2007

The Young Gods no CAE Portalegre



Foi… uma agradável surpresa. O que nem sempre acontece quando se vai para um concerto às escuras.
Mas foi um espectáculo cheio de ritmo e boa disposição. As três guitarras conseguiram encher o grande auditório quase cheio de uma entusiástica audiência.
Houveram alguns momentos estranhos, a roçar o “noise” psicadélico, alguns momentos em que os Young Gods pareciam não estar ali a tocar, mas sim estar ali a produzir ruídos intensos e quase nocivos aos ouvidos.
Mas isso foram pequenas situações experimentais, no meio de um concerto onde se apresentaram musicas velhas renovadas nesta versão acústica.
Não os conhecia, e não conheço o particular universo que os rodeia, mas havia entusiastas na plateia.
De outras idades, de outros tempos.

Cocoon - vultures

sábado, novembro 17, 2007

filme de Fim-de-semana V - Poderosa Afrodite


Linda: I feel like I owe you a great fuck.
Linda: You didn't want a blowjob so the least I could do is get you a tie.
Linda: Okay, so I had one guy fucking me from behind and two guys dressed as cops in my mouth and all I could think was, "I like acting. I wanna study."

De volta à mesma temática, à mesma cidade, ás mesmas questões que envolvem as relações entre homens e mulheres.
Diálogos cortantes e rápidos, um Woody Allen igual a si mesmo.
As suas personagens são sempre uma projecção directa de si. A mesma forma atrapalhada de falar, a mesma inabilidade de produzir gestos graciosos, a mesma maneira de vestir. Não quero com isso dizer que se repete, o que ele conseguiu foi criar a partir de si, e do seu alter-ego, um estilo um homem banal, nova-iorquino ao qual todas as suas histórias poderiam ter acontecido.
Porque são sempre histórias plausíveis, banais.
Só que desta vez há aquela áurea de tragédia grega, literalmente, com coro e tudo. As figuras clássicas surgem como separadores entre cenas, falam ao ouvido da nossa personagem, são uma alegoria do destino.
Mira Sorvino ganha com o seu desempenho o Óscar para melhor Actriz secundária, o seu papel destrambelhado de menina inocente e ao mesmo tempo debochada assentou-lhe como uma luva.
Pequenos detalhes que fazem desta comédia urbana um excelente exemplo da obra de Woody Allen.
Estava-se em 1995, parece que foi mesmo já noutro século, outros trajes, outras estéticas, e no entanto passaram-se pouco mais de 12 anos…

quinta-feira, novembro 15, 2007

Três meses sem fumar...

E ainda só passaram três meses, parece uma eternidade!
Continuo firme na opção...

terça-feira, novembro 13, 2007

Sala de Cinema II - Stardust

Uma linda fantasia...

sexta-feira, novembro 09, 2007

Festa da Castanha Marvão - 2007


Pois é, já passou um ano e a Festa da Castanha está ai de novo!
Não sou grande fan de castanhas, acho mesmo que tirando esta festa devo de as comer mais duas ou três vezes no ano inteiro!
Mas estou completamente rendida ao encanto deste fim-de-semana, á romaria feita ao"ninho de águias" que é Marvão, ao encontro de amigos e ao mundo de sensações que o por-do-sol de Novembro nos faz sentir no alto da Torre do Castelo!

Viagem de Balão pelos Céus do Norte Alentejano











Não estava nada á espera! Andar de Balão é algo simples, calmo, é levitar sobre a planicie...


È ser levado pela brisa e chegar mais perto do sol, ver o mundo

a partir das nuvens!



Fomos levadas por uns senhores Belgas apaixonados pelo nosso pais! "Nice weather! Nice People, and good Beer!"



All Nice!


E mais lindo mesmo só a planicie que se estendia a nosso pés, do sopé da serra de São Mamede até onde os olhos conseguiam alcançar apenas planicie, sobreiros, animais soltos e uma incrivel sensação de se viver algo de unico.


Não sei quando, mas esta é uma experiencia a repetir*.

*(aquela parte de montar e desmontar e afins, só vale o esforço porque é realmente uma sensação unica! È duro!)

Sala de cinema I - The Bourne Ultimatum

É para mim o filme mais tenso da trilogia. Mesmo as sequências de acção por vezes são contidas, esticadas, nervosas.
Algumas dessas sequências talvez pequem por ser demasiado longas, lembro-me agora da cena da estação de Comboios em Londres, parecia que nunca mais terminava, a narrativa é curta e contida ai.
Apesar de haver muitos factos para revelar, ninguém nos quis dar a informação de “borla”, e talvez por isso a ansiedade fosse crescendo. Mas a maravilhosa sequência de perseguição no trânsito de Nova Iorque compensou, e deixou-nos a pensar! “How they did that!!!! F***”

Gostei, valeu a ida ao cinema no Domingo passado, apesar da constipação.
Aproveito e apresento as minhas desculpas públicas aos restantes presentes na sala (5ou 6!) é que os espirros constantes foram mesmo impossíveis de evitar!

terça-feira, novembro 06, 2007

Wolfmother - Dimension

Este também anda a rodar cá por casa!

filme de Fim-de-semana IV - Children of Men


[first lines]

Newsreader: Day 1,000 of the Siege of Seattle.

Newsreader: The Muslim community demands an end to the Army's occupation of mosques.

Newsreader: The Homeland Security bill is ratified. After eight years, British borders will remain closed. The deportation of illegal immigrants will continue. Good morning. Our lead story.

__________

Theodore Faron: I can't really remember when I last had any hope, and I certainly can't remember when anyone else did either. Because really, since women stopped being able to have babies, what's left to hope for?


__________

Talvez este filme seja uma hipérbole da tão aclamada baixa de natalidade das sociedades modernas, talvez apenas seja uma visão de um futuro cada vez mais envelhecido, mais tristonho e menos esperançoso nas mudanças que as gerações futuras possam trazer.
Talvez…
Ou talvez seja só mais uma visão do caos, da anarquia instalada por entre ideais diferentes, entre razões diversas.
Há um desespero intrínseco em cada personagem, um desmaiar constante em cada cor. Há a teoria medonha de que as mulheres deixariam de conceber.
E ai percebe-se, para quê viver, para quê criar se não ficará ninguém no mundo para receber isso?
Apesar do cenário sujo, tão característico deste tipo de argumento, parece-me que afinal este é um filme metáfora de esperança, porque no meio de tanta sujidade, tantos anos de desespero e descrença chega a pequena e ténue luz no fundo do túnel...

segunda-feira, novembro 05, 2007

Filme de fim-de-semana III - Bullets Over Broadway




Helen Sinclair: Two martinis please, very dry.
David Shayne: How'd you know what I drank?
Helen Sinclair: Oh, you want one too? Three.

Uma peça de teatro insípida escrita por um aspirante a dramaturgo falhado. Uma dançarina estridente de Cabaret namorada do “padrinho” da máfia local, uma actriz meio alcoólica e arrogante misturada com a engraçadinha do cãozinho engraçado e o comedor compulsivo!
Junta-se um gangsters com queda para a escrita e está feito este filme.
Com a classe habitual a Mr. Woody Allen.
Woody Allen volta a fazer brilhar Dianne Wiest, após ter ganho o óscar para melhor actriz secundária em 1986 com “Ana e as suas Irmãs”, volta a ganhar este prémio novamente em 1994. Esta é uma dupla de sucesso.
Encontramos aqui também uma Mary-Louise Parker, muito jovem ainda, levei algum tempo a ligá-la à série WEEDS.
De todos os filmes que vi de Woody Allen este é talvez o que mais se distancie do seu tom característico. È um filme de época em ele não representa nenhuma personagem, falta-lhe o habitual ar cosmopolita dos seus filmes.
Não deixa no entanto de ser um belíssimo filme, de fim-de-semana, ou de qualquer outra altura!

Norberto Lobo - Mudar de Bina

A rodar cá por casa ...

sexta-feira, novembro 02, 2007

O livro mais próximo pagina 161!

1.Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procurar a
5.ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5. Aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.

Respondendo ao desafio deste companheiro de curso de escrita criativa http://paralogico.blogspot.com/, aqui vai.

O livro mais perto de mim, e o que estou a terminar de ler é o "Kafka à beira mar" de um senhor chamado Haruki Murakami (nunca vou conseguir decorar o nome deste escritor, está para além da minha memória!).
E na sua página 161, a 5ª frase completa é a seguinte:

“Mal Nakata se pôs de pé, o cão começou lentamente a afastar-se.”

Nakata é um velhinho querido que fala com os gatos e este cão vai mudar-lhe o destino.
Apesar desta frase não dizer muito, e da minha descrição não ajudar, este é um belíssimo romance, envolto numa áurea sobrenatural e num sem números de coisas, que para nós, ocidentais são meio esquisitas.
È também um excelente mapa de especificidades culturais japonesas.
Um bom exemplo de como a literatura nos pode ajudar a conhecer outros mundos.

Segue o desafio para os senhores que se seguem.
Contem-nos o que andam a ler!


http://www.reservatoriodesensacoes.blogspot.com/
http://www.mundorodrigus.blogspot.com/
http://www.elojovivo.blogspot.com/
http://www.deveserdmim.blogspot.com/
http://www.borboletasnabarriga.blogspot.com/

Eça de Queirós

*

Manifesto o meu respeito por este senhor!
Via muito para além do seu tempo...
*Recebi a imagem num desses e-mails, não poderia deixar de a "postar", é que é mesmo muito boa. Não é nada de pessoal com o actual governo! Longe de mim...

Coisas do Inverno....

"Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, nauseas, etc. Sua duraÇão é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidencia nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestao de liquidos, etc.). "

È sempre bom saber que ainda vai durar mais uns dias...

quinta-feira, novembro 01, 2007

Filme de fim-de-semana II - The Painted Veil


Walter Fane: I knew when I married you that you were selfish and spoiled. But I loved you. I knew you only married me to get as far away from your mother as possible. And I hoped that one day... there'd be something more. I was wrong. You don't have it in you.

Kitty Fane: If a man hasn't what's necessary to make a woman love him then it's *his* fault not hers.

Walter Fane: Either way. Tomorrow morning we are to leave for Mei-tan-fu, or I shall file my petition.

Kitty Fane: Walter, you can't be serious about taking me into the middle of a cholera epidemic.

Walter Fane: Do you think that I'm not?

Kitty Fane: My God. That's what you want isn't it? Do you really think Charlie will let you do this?

Walter Fane: I don't think Charlie has very much to say about it.

Kitty Fane: Everything you said is true. Everything. I married you even though I didn't love you. But you knew that. Aren't you as much to blame for what's happened as I?

Quase que vertia um lágrima no fim do filme, de algum modo achei-o forte, achei que é um belissimo filme!

Filme de fim-de-semana I - The Persuit of Happyness

Talvez este filme nos queira dizer que no fim do túnel existe sempre a luz, talvez nos queira dizer que antes de alcançarmos algo de realmente bom na vida temos de nos esforçar, temos de passar maus bocados, temos de ultrapassar humildemente todas as barreiras que surgem.

Talvez seja apenas a história daquele homem, que talvez é a história de milhares de pessoas que investem num sonho e que o vêem destruído e que depois disso só lhes resta começar de novo do zero.

Ao longo do filme perguntei-me muitas vezes se era possível alguém ser tão azarado, será possível que quando estamos em baixo, o mundo todo conspira para nos arrasar ainda mais?

Pensei se fosse eu, se fosse eu ali, numa história assim…

terça-feira, outubro 23, 2007

José Gonzalez - Storm



A rodar neste momento cá por casa...

sexta-feira, outubro 19, 2007

“Às vezes o único som possível é o silêncio, é a única maneira de me conseguir ouvir…”

“Às vezes sinto-me como se fosse esquizofrénica, vivendo paralelamente em diversos mundos, conversando com diversas vozes, sentindo as coisas de formas diversas conforme a pessoa que vive em mim. È bom, a possibilidade de alheamento a cada momento, num abrir e fechar de olhos, navegando apenas dentro de mim. È terrível o choque com a realidade, a descoberta de que era bem mais fácil nunca sair desse outro mundo. Deve ser assim que as pessoas decidem nunca mais voltar do lado de lá, descobrem que a felicidade está dentro de nós e não no exterior… é só deixar cair a âncora que nos prende.”

Dos meus passeios por Portalegre e arredores sobressaíram três coisas:



1ª -Em Portalegre vendem-se muitas casas (a contar pelo numero que se encontra à venda)
2ª -Em Portalegre compram-se muitos carros (a contar pelo numero de lojas especializadas na zona industrial)
3ª-Em Portalegre não se produz quase nada (tendo em conta o numero de empresas de serviços, e o numero de industrias que residem na zona industrial)


Não percebo mesmo nada de economia, mas há coisas que são simplesmente senso comum, e parece-me que está a faltar qualquer coisa neste quadro.

Se se constroem tantas casas é porque se espera que a população aumente. Se existem tantos carros à venda é porque se espera que o poder de compra dos portalegrenses aumente, no entanto não havendo progressos na área do emprego e não se produzindo nada na região não há meio de fixar novas pessoas e muito menos meios de aumentar o poder de compra da população…

Alguém vai entrar na falência em breve. Digo eu, que no fim das contas não percebo nada disto!

O que mais me assusta é que este não é apenas o retrato de Portalegre, é sim a fotografia nítida do interior de todo um país cada vez mais deserto e a viver do sector terciário.
O sector público alimenta um certo número de pessoas que por sua vez alimenta o comércio que por sua vez ajuda a alimentar outras áreas do comércio. Uma cadeia frágil à mercê das ondulações do mercado, do aumento dos impostos e afins.

Se o país não é capaz de dar emprego à sua população, se ainda por cima menospreza grande parte do seu pequeno território e trabalha apenas com vista à grande metrópole, se não consegue criar bases para economias sustentáveis, parece-me a mim, que o facto de estarmos na União Europeia é apenas geográfico. Caminhamos muito mais facilmente para um modelo “terceiro-mundista”!

segunda-feira, outubro 15, 2007

Dois meses após deixar de fumar...

Faz hoje exactamente dois meses que deixei de fumar.
Pelas minhas contas poupei mais de 150 euros desde então em maços de tabaco.
Passei de um singela corrida de 5 minutos para uma média de meia hora sem parar.
Não engordei, pelo contrário, o estímulo pelo exercício físico permitiu-me a manutenção do peso e até mesmo uma modesta perda volume.
Por esta altura já me consegui livrar do vício das pastilhas elásticas e dos rebuçados em geral.
Não me dá vontade de fumar por ver os outros fumarem, para dizer a verdade torna-se cada vez mais incomodo frequentar locais cheios de fumo e voltar para casa mal cheirosa como quando ainda fumava. (mas pelo menos a minha almofada já não fica amarela devido à nicotina entranhada nos meus cabelos!)
Uma ou outra vez, após um jantar mais regado surge a real vontade de fumar um cigarro, mas ai respiro fundo, penso num dos muitos malefícios, numa das muitas razões porque deixei de fumar e principalmente nas coisas boas que já conquistei depois de o ter feito e esqueço esse vontade.
São só dois meses, é tão pouco tempo mas ao mesmo tempo parece uma verdadeira eternidade. Estávamos em pleno verão, estava em Lisboa, tanta coisa mudou desde então. Felizmente que sobrevivi ao stress, às mudanças, às noitadas e afins.

Dois meses sem fumar parecem-me agora uma nova vida!
Espero mesmo que seja para durar.

Rev. vince Anderson, water into wine

Um cheirinho daquilo que foi o festival de Blues este fim-de-semana no CAEP em Portalegre.

Este senhor apresentou-se sozinho em Portalegre, mas nem por isso deixou de fazer uma grande festa!

Muita animação, muita musica, e muitas dança!

Que se façam mais festivais assim.

Ana e as suas irmãs



[after learning Mickey is infertile]


Hannah: Could you have ruined yourself somehow?


Mickey: How could I ruin myself?


Hannah: I don't know. Excessive masturbation?


Mickey: You gonna start knockin' my hobbies?



Está lá tudo, a cidade, os locais comuns, os diálogos "pseudo-intelectuais" sobre tudo, a piadas inteligentes, as histórias perdidas entre homens e mulheres...


Um belissimo filme de Woody Allen.

sexta-feira, outubro 12, 2007


“- Não, hoje nada de bebidas, nem daquelas coisas, sabes, daquelas coisas que nos fazem sair simplesmente daqui.
Chato não é?
A realidade, assim, crua, assim despojada de qualquer artificio. Só, crua, disposta à nossa frente, pronta a mostrar-se cruelmente, prontinha a mostrar-nos que afinal, nada daquelas ilusões existe… São só imagens.
Maria, lembraste? Dos planos, sim dos planos que costumávamos fazer noite fora enquanto corríamos pelas estradas tentando evitar as poças de água?
Das coisas que eu inocente inventava, das histórias que te contava só para te impressionar? Era lindo esse teu sorriso incrédulo, esse teu ar assustado depois de uma história de vampiros.
Lembraste?
Talvez não, já lá vão tantos anos. O tempo é uma coisa fodida…
As pessoas ficam velhas, conheces alguém que depois destes anos não esteja mais gordo? Que raio, esta tendência a engordar, é assim Maria, é pelos quilos a mais nos outros que se contam os anos.
Tanto tempo passado, e eu ainda aqui a olhar para ti neste pedaço de papel inerte, velho surrado, e tu Maria?
Sempre assim, sempre teve de ser como tu quiseste, e nem tanto tempo depois deixas de te notar.
Sempre a rainha da festa, a noite sempre tua, sempre a mais bebida, sempre a pior, a melhor a ser a pior, sim, a melhor a ser a pior. O verdadeiro fascínio.
E ai aquela noite, céus desde aquela noite que não me largas, como um fantasma Maria. Porque? Sempre a afirmar a minha culpa, esta tua presença.
Não foi por mal, estávamos os dois daquela maneira, tu sabes. Sabes melhor que eu. O amigo do amigo que trouxe não sei de onde, muita maluqueira. Muita mistura, às tantas aquele nosso caminho já não era o nosso, e os pés deixaram de evitar as poças de água, e dançamos muito feitos loucos pela estrada.
Ò Maria, consigo ainda cheirar-te, sentir-te, ouço ainda a risada… Essa ultima risada, não voltaste a dar outra. Não foi minha culpa, achas que foi Maria?
Como poderia eu ver, como poderias tu adivinhar?! Que tu estavas ali, nos meus braços, pela primeira vez, tu deste-me o teu regaço, pela primeira vez dançávamos desnorteados, e cantavas e dançávamos e dávamos voltas e mais voltas e tu tropeçaste, e eu cai rebolei para a berma, mas tu não, gelaste, fascinada pelas estrelas que lá vinham, riste, achaste lindo, deixaste simplesmente que acontecesse, deixaste que ele te esmagasse, mataste-te, simplesmente mataste-te e deixaste-me aqui vivo, só para sentir a tua perda.

Tantos anos Maria, tantos fundos de copo depois. E continuas a assombrar-me…”

domingo, outubro 07, 2007

A Golpada


Programa de sábado á noite!
Sofá, caneca de chá e mais um belo filme.
È bom estar de volta a casa…

sábado, outubro 06, 2007

Estou de volta a casa.
Ao meu sofá, à minha rua, ao meu mundo.