quarta-feira, fevereiro 12, 2014
Sentimento de Possibilidade...
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domingo, fevereiro 09, 2014
Borboletas na barriga...
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quarta-feira, fevereiro 05, 2014
Sempre os dias...
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segunda-feira, fevereiro 03, 2014
"Should I..."
Às vezes confronto-me com a ideia de que não faço a mínima ideia do que estou a fazer, nem do que quero fazer, nem de onde é suposto ir a seguir.
Do que é suposto ser ou fazer para além de estar viva. Do que é suposto pensar em dias de chuva, no silêncio da escuridão... O que é suposto fazer ou ser? Não faço a menor ideia...
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quinta-feira, janeiro 30, 2014
Das relações e outras ralações…
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sábado, janeiro 25, 2014
A arte de ouvir...
As Pessoas falam. Às vezes de coisas simples, de trivialidades, sobre o tempo. Outras vezes despejam os restos da sua alma magoada nos nossos ouvidos.
Percebi ao longo dos anos que a maior partes das vezes, as Pessoas não querem conversar, querem falar.
Ser ouvidas numa última esperança que a sua ladainha interior tenha um rosto.
Há coisas que só se tornam reais quando tomam a forma de palavras, ditas ... Ouvidas.
Falar é então um acto solitário, um monólogo em que o outro é a plateia. Em vez de palmas incentiva com monossílabos, expressões indignadas, risos de alegria.
Mas é tudo. Podes até tentar introduzir debate, ideias, desconstruir a situação. Mas não há espaço, as Pessoas não querem conversa. Querem ouvir-se. Querem que tu as ouças. E num acto de compaixão ouves, mesmo que seja uma experiência extra- corporal, mesmo que estejas a ouvir um piano imaginário em segundo plano. Ouves.
E às vezes, essa disponibilidade, ouvir, pode salvar-lhes o dia.
Sinto que são cada vez mais como crianças. Mas crianças com memórias.
As memórias perdidas no vácuo do tempo, repetindo-se num eterno retorno de momentos vividos, quando não se criam novas memórias, não se vivem novas sensações, são corrosivas, transformam-se numa adição.
Nos dias livres de encargos, de hobbies, vivendo um mundo interior incapaz de preencher o propósito de uma vida, tornam-se então crianças que perguntam o porquê de tudo quanto é novo, renegam o desconforto de um mundo desconhecido, esta modernidade criada sem o seu consentimento.
São crianças, dessas que não podemos contrariar, endossadas pela experiência de vida, cheios da verdade que nós só daqui a uns anos poderemos alcançar. Mas crianças, ironia última da existência, regredimos lentamente até à obscuridade de onde viemos.
"Senta-te e ouve. Porque vês, ali naquele lado do campo ainda não há água, mas costumava haver. Entrava de mansinho pela lezíria acima, o Tejo falava. Na crueldades do inverno, chovia... Um ano choveu sete semanas sem parar. E o Tejo falava com o campo, acariciando-o antes de o tomar.
Vínhamos a pé, lá de longe bem sabes, juntos em rancho pela madrugada. Aqui neste lado, olha a quinta caída a miséria que era. - Mais miseráveis somos agora, olha a quinta caída. - Aqui as mulheres arregaçavam as mangas a apanhar vides, tinhas de trabalhar, num rancho ninguém quer ficar para trás, não ficavas, mesmo que as bolhas te rebentassem nas mãos e os pés negros de frio se isolassem do teu corpo submersos na água presa nos regos das vinhas. Vocês sabem pouco nestes dias, a fome. E os dias sem descanso, de sol a sol, ainda que o sol fosse fraco e o gelo não derretesse nunca debaixo dos nossos pés. Sabem cada vez menos vocês nestes dias."
É tudo difícil de imaginar no conforto dos tempos, ali prostrados a beira da estrada meio esburacada do caminho do campo. Ao longe o sol sorri à cidade alta, as portas do sol, na planície o vento sopra forte por debaixo de um céu negro e acima da terra ensopada.
Mas aproveita o silêncio, se fechares os olhos e ouvires o correr do rio, se prestares atenção ao silencio ensurdecedor do campo podes vê-los por ali, dedicados as suas tarefas, carregado o fardo pesado.
E sente, nesse silêncio o vibrar do chão ao passo dos cavalos na terra batida. Nesse silêncio dos sítios inertes onde já houve vida. As casas caídas, os quintais abandonados, os que restam enterrados em vida.
Repete-te: "Sabem cada vez menos, vocês por estes dias."
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quarta-feira, janeiro 22, 2014
O fim das coisas...
"........"
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segunda-feira, dezembro 30, 2013
O ano do meu descontentamento...
P.S. Feliz Ano Novo.
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sábado, dezembro 28, 2013
O Corpo…
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sábado, dezembro 14, 2013
Crenças...
Durante a escola, o meu pai achou que eu não devia fazer a educação moral e nunca, na minha casa, se teve ritos ou crenças para lá do senso comum de uma educação ocidental.
Posso enumerar pelos dedos das mãos as cerimonias religiosas a que assisti. Três casamentos, dois funerais, uma missa de 7°dia, um batizado e a minha própria queima das fitas.
Por outro lado, a iliteracia religiosa sobressai nesses momentos aos quais devemos comungar com os outros. O não saber qual a resposta à ladainha da missa mantêm-me de boca fechada desfarçando um certo embaraço, porque provavelmente fiz os gestos ao contrário, porque devemos impor respeito nos momentos de fé. Aquilo deve dizer algo, deve ser emocionante, espiritual e o meu ar de ser ausente não se compadece. Apenas ai existo questionando-me sobre o que será suposto sentir.
Quando não pertences, olhas para baixo, focas os pés, meditas. Como qualquer provação eventualmente chegará ao fim. A ignorância é então o meu estado de graça.
O que não quer dizer que não tenha fé. Toda a nossa educação é de alguma forma reliogiosa. O nosso conceito de culpa e de pecado. Contínuo a lembrar a Santa Bárbara quando faz trovões.
Sinto de alguma forma respeito pelos templos, pelos espaços, mesmo que desconfie das instituições. Acendo velas em Fátima, de forma desprendida. Imagino que se pedir, há uma qualquer probabilidade de ser ouvida.
Questiono-me muitas vezes se essa ileteracia me exclui. Se posso ser ouvida se não faço parte. Se faz sequer sentido pedir. Ou se posso acreditar que a sugestão do pedido em conjunto com essa força do desejo nos pode simplesmente sugestionar e impulsionar a ser mais positivos, que a crença de que temos ajuda dívina nos permite fazer coisas acontecer.
Todas essas questões são inócuas a maior parte do tempo. Não nos surgem num domingo de manhã em que em vez de ir à missa dormimos até à hora do brunch, nem nos atormentam quando escolhemos o bife para o almoço numa sexta—feira Santa.
Essas questões vagueiam em nós apenas nos momentos de perda, de dúvida ou grande desilusão. Quando precisamos de explicações, ou quando confrontados com a falta de sentido, com o vazio, nos olhamos e pensamos que precisávamos de crer em algo, ter fé.
Toda esta conversa porque me é difícil, mesmo com o respeito que tenho pelos espaços, perceber, aceitar e até mesmo sentir essa conexão espiritual com símbolos presentes. Com as caixas das esmolas ou com as vias sacras manchadas dos que passam de joelhos. Com as croas de ouro no topo de Torres ou com o ar magistral, tão imponente como opressivo de toda a construção.
Impõe-se depois o folclore de lembranças, de cores garridas em objectos "kistch" daqueles que sempre se viu perdidos pelos móveis em cima de naperons rendados. Desses que jurámos que nunca os iríamos ter.
Nessa mescla de contradições, entre a necessidade básica de apaziguar as dúvidas da existência e todo um pensamento abstracto perante as crenças e as religiões, onde fica a nossa fé? Para onde a dirigimos?
Aceitamos que a temos, ou vivemos num ligeiro cinismo descrente?
Tornamos-nos por fim subscritores das teorias do absurdo e da aleatoriedade da vida?
Ou cremos no sentido?
Aceitamos por fim uma explicação, porque sim, é mais confortável crer...?
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quinta-feira, dezembro 12, 2013
Escolher…
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quarta-feira, dezembro 04, 2013
Estes dias...
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terça-feira, novembro 26, 2013
O "urbanicidio"…
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quarta-feira, novembro 20, 2013
Dos grandes momentos e outras memórias...
E a Aula Magna foi na data, o concerto da minha vida.
P.S. Amanhã, mais de 5 anos passados e 2 álbuns depois é noite de The National, Não espero reviver aquele Maio, mas espero viver novas histórias...espero viver para contá-las.
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domingo, novembro 17, 2013
Das desistências e outras derrotas.
Chega então o momento em que o mundo em geral sabe mais do que nós sobre como resolver a nossa questão. E enchem-nos de mensagens positivistas, de incentivos bem intencionados e nos exortam a sair da apatia, a ser melhor.
Segue-se o momento em que não percebemos a linha entre a boa intenção e o atestado de inaptidão. É tão difícil lidar com o luto dos outros, ter a palavra certa.
Não aceitamos muitas vezes o fraquejar dos que nos rodeiam. Não é suposto sermos todos fortes?
___________________
Resume-se a isso então. Estou desanimada. Já fiz o que tinha a fazer e vou desistir.
Não gosto, não quero, não vale a pena.
Espero dedicar-me a existir no espectro do autismo social nos próximos tempos, até que tropece numa missão de vida e decida se quero salvar baleias na Nova Zelândia ou pedir ao sapateiro do fundo da rua que me ensine a cozer sapatos.
Porque não temos de viver vidas desapaixonadas...
Mas as paixões são lixadas.
Não se procuram, encontram-se. Seja ela de que tipo for.
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segunda-feira, outubro 28, 2013
Ode ao inútil...
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domingo, outubro 20, 2013
Casa...
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segunda-feira, outubro 07, 2013
Dos objectivos pessoais e outras corridas...
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"The only real progress lies in learning to be wrong all alone." - Albert Camus
Crescemos sempre acompanhados. Amparados por todas essas pessoas que destingem por nós o bem e o mal.
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terça-feira, outubro 01, 2013
"Lembra-te de esquecer." - Kant
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