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segunda-feira, janeiro 16, 2012

Cat People (1942)


Woman at pet shop: You can fool everybody, but laudie dearie me, you can't fool a cat. They seem to know who's not right

Jacques Tourneur cria aqui uma atmosfera de suspense, nas sombras, nas imagens que não se vêem mas presentem-se.
Um bom jogo de luzes e sombras, um argumento simples mas consistente prende-nos neste filme curto - tem pouco mais de 1hora - mas que passa a bom ritmo.

terça-feira, agosto 09, 2011

Cat on a Hot Tin Roof (1958)






Margaret "Maggie" Pollitt: You know what I feel like? I feel all the time like a cat on a hot tin roof.
Brick Pollitt: Then jump off the roof, Maggie. Jump off it. Cats jump off roofs and land uninjured. Do it. Jump.
Margaret "Maggie" Pollitt: Jump where? Into what?

terça-feira, maio 17, 2011

(500) Days of Summer (2009)

Tom: What happens if you fall in love?
Summer: Well, you don't believe that, do you?
Tom: It's love. It's not Santa Claus.



500 Days of Summer não é realmente uma história de amor. É uma historia sobre o amor. Aquele que não é correspondido e as várias maneiras que as pessoas têm de viver as relações.
Mas mais que um argumento interessante este filme é um retracto de uma cultura muito peculiar. Um filme independente, aclamado no Festival de Sundance em 2009, prima pela banda sonora indie e pelas referencias musicais que aparecem espalhadas pelo guião.

Uma comédia romântica diferente que vale a pena ver.

quinta-feira, maio 12, 2011

These Amazing Shadows


Um filme sobre filmes que deve merecer a pena ver!

segunda-feira, março 07, 2011

The Town (2010)


[first lines]
Doug MacRay: [narrating] Driver's name is Arthur Shea. Former Metro Police officer, fifty-seven years old. Soon as his partner leaves with the coal bag, Artie cracks a Herald, and he don't look up 'til the guy gets back. Marty Maguire. Cummins Armored courier. Five-ten, two-twenty, fifty-two years old. Picks up every Wednesday and Friday at exactly 8:12, makes a hundred and ten dollars a day, carries a Sig nine. And he's about to get robbed.

Filmes para as tardes de domingo.
Gostei!

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Anatomy of a Murder (1959)

Parnell Emmett McCarthy: Twelve people go off into a room: twelve different minds, twelve different hearts, from twelve different walks of life; twelve sets of eyes, ears, shapes, and sizes. And these twelve people are asked to judge another human being as different from them as they are from each other. And in their judgment, they must become of one mind - unanimous. It's one of the miracles of Man's disorganized soul that they can do it, and in most instances, do it right well. God bless juries.


Parnell Emmett McCarthy: [eyeing an empty liquor bottle] You fought this soldier by yourself. You've been drinking alone, Paulie. I don't like that.
Paul Biegler: Drop the stone, Counsellor. You live in a glass house.
Parnell Emmett McCarthy: My windows have been busted a long time ago, so I can say what I please.

Paul Biegler: Mr. Paquette, what would you call a man with an insatiable penchant for women?
Alphonse Paquette: A what?
Paul Biegler: A penchant... a desire... taste... passion?
Alphonse Paquette: Well, uh, ladies' man, I guess. Or maybe just a damn fool!
[laughter in the courtroom]
Judge Weaver: Just answer the questions, Mr. Paquette. The attorneys will provide the wisecracks.

Para quem acha que os rótulos definem as obras, este Anatomy of a Murder tem um pomposo: o de melhor drama de tribunal de sempre.

Nomeado para 7 Óscares na cerimonia da Academia de 1960 - Ano em que Ben-Hur ganhou 11 dos 12 Óscares para que estava nomeado entre eles para Óscar de Melhor filme e de melhor Actor, com James Stuart nomeado pela interpretação do Paul Biegler, um advogado em decadência após ter perdido o seu cargo de Procurador que passa os seus dia entre o barco de pesca e o piano e que é contratado para defender um caso de homicídio.

Para a acusação o caso é simples: Lt. Frederick Manion assassinou o dono do bar após este ter, alegadamente, violado a sua mulher Laura.

Mas para a defesa este homem foi alterado por um estado momentâneo de demência causado pela brutal violação da esposa e por isso deve ser ilibado do crime que cometeu.

A luta entre estas duas versões da história e a medição de forças entre uma dupla de conceituados advogados de acusação e Biegler, "a small town lawer", fazem o filme.

Laura talvez tenha sido violada, talvez não. A sua relação com o marido talvez seja de amor ou talvez de pura agressão. E o Tenente Manion talvez tenha premeditadamente e por puro ciúme assinado o dono do Bar.

Pouco interessa.

Aquilo que se demonstra no tribunal, ou aquilo que se consegue fazer um júri acreditar é a única coisa que realmente interessa. É a verdade reinventada.

O filme é relativamente longo, mas vale pela troca de palavras entre os advogados, com diálogos muito bons, cheios de momentos sarcásticos e exaltados.

E também pelas interpretações. James Stewart enquanto advogado de defesa e Lee Remick enquanto Laura enchem o ecrã.

Lee Remick tem aqui um dos seus primeiros papeis de destaque. Laura - Acho que o Otto Preminger tem uma queda para as Lauras - é uma daquelas mulheres que caberia perfeitamente num Noir. Destrambelhada, ciente de si, tão bela como perigosa e pronta para jogar um jogo cheio de ambiguidades onde cabe sempre um pouco de sedução.

Há uma verdade na sua história, só não conseguimos saber qual.

O papel inicialmente pertencia a Lana Turner, que acabou por o perder. Lana Turner exigiu que Laura usasse roupa desenhada pelo seu designer pessoal, mas Otto Preminger não esteve com meias medidas e achou que o estilo não se ajustava à personagem e acabou por chamar Lee Remick, uma jovem em inicio de carreira, apesar do estúdio estar pronto a ceder às exigências de Lana Turner.

James Stuart, que já havia visto em filmes como Vertigo e Rear Window de Hitchcock ganha aqui outra dimensão, ainda mais quando aparece ao piano com Duke Ellington que faz um cameo no filme, para além da Banda Sonora. Por curiosidade James Stuart teve uma vida longa – 99 anos - e faleceu apenas um dia depois de Robert Mitchum em 1997.


quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Estragam-me com mimos...

Espera-me uma bela sessão de cinema.

Obrigada Gaspar.

sábado, janeiro 22, 2011

The Expendables (2010)

Sabem aqueles filmes que são tão maus, mesmo tão maus que acabam por ser muito bons?

Não é este o caso.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Black Swan (2010)

Difícil. Muito difícil de acompanhar.

No entanto de uma rara complexidade dramática e uma excelente construção de personagem por parte da Natalie Portman.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

To Have and Have Not (1944)


"Adventure and Romance
As only Ernest Hemingway can write It!
As only Humphrey Bogart can play it!
Excitement as only Warner Bros. can make it!

Another Triumph from Howard Hawks"


Primeiro filme de Lauren Bacall. Momento em que conheceu Bogart e onde nasceu uma história de amor que durou até à dolorosa morte de dele.

Lauren Bacall é uma das poucas divas da época de Ouro de Hollywood ainda viva. É maravilho ver estas imagens dos primórdios da sua carreira, onde nasceu o seu famoso "The Look" e por onde se começou a desenhar a lenda.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Streetcar named Desire (1951)

Blanche DuBois: I don't want realism. I want magic! Yes, yes, magic. I try to give that to people. I do misrepresent things. I don't tell truths. I tell what ought to be truth.

Blanche DuBois: You're married to a madman.
Stella: I wish you'd stop taking it for granted that I'm in something I want to get out of.
Blanche DuBois: What you are talking about is desire - just brutal Desire. The name of that rattle-trap streetcar that bangs through the Quarter, up one old narrow street and down another.
Stella: Haven't you ever ridden on that streetcar?
Blanche DuBois: It brought me here. Where I'm not wanted and where I'm ashamed to be.
Stella: Don't you think your superior attitude is a little out of place?
Blanche DuBois: May I speak plainly?... If you'll forgive me, he's common... He's like an animal. He has an animal's habits. There's even something subhuman about him. Thousands of years have passed him right by, and there he is. Stanley Kowalski, survivor of the Stone Age, bearing the raw meat home from the kill in the jungle. And you - you here waiting for him. Maybe he'll strike you or maybe grunt and kiss you, that's if kisses have been discovered yet. His poker night you call it. This party of apes.
Stanley Kowalski: Take a look at yourself here in a worn-out Mardi Gras outfit, rented for 50 cents from some rag-picker. And with a crazy crown on. Now what kind of a queen do you think you are? Do you know that I've been on to you from the start, and not once did you pull the wool over this boy's eyes? You come in here and you sprinkle the place with powder and you spray perfume and you stick a paper lantern over the light bulb - and, lo and behold, the place has turned to Egypt and you are the Queen of the Nile, sitting on your throne, swilling down my liquor. And do you know what I say? Ha ha! Do you hear me? Ha ha ha!
__________

Em 1951 Vivien Leigh tinha 38 anos e Marlon Brando a energia dos 25 anos. Ela em declínio, ele em ascensão, os dois encontram-se no limbo, numa contracena tensa e voluptuosa. Uma mistura irresistível entre o enorme talento de ambos os autores, da beleza juvenil de Marlon Brando e do rosto maduro e altivo de Vivien Leigh com o belíssimo texto de Tennessee Williams.
Poderia acusar-lo de ser apenas uma encenação teatral que acabou em filme. A acção é confinada a uma pequena série de espaços, há um Overact textual.
Mas às obras que sobrevivem para serem primas tudo se perdoa, e o prazer de ver um filme assim é intemporal.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Ghost Writer (2010)


The Ghost: Well don't tell me you're going to read it now.
Richard Rycart: Not all of it, just the beginning. There's something very important about it.
The Ghost: Yeah, it's the cure for insomnia.

Bem realizado, bem escrito e com um toque delicioso que são aqueles diálogos acutilantes e sarcásticos.
Gostei.

domingo, outubro 03, 2010

Saboteur (1940)

Segundo dizem as críticas não é o melhor de Hitchcock. Mas eu acho que vale a pena ver. Nem que seja porque é um belíssimo filme a preto e branco, cheio desse clima da conspiração vivido por altura da II Guerra Mundial e com um vilão à altura dos regimes autoritários da época interpretado por Otto Kruger.


quinta-feira, setembro 23, 2010

Inception (2010)


No final do filme uns quantos espectadores saíram sem ar porque viram algo brilhante, outros saíram agastados porque não gostaram menos nada, outros saíram ainda meio confusos e a precisarem de ver o filme mais uma vez para perceber em que grupo de enquadram.
Eu gostei. As obras não têm de ser consensuais, e quanto mais estranhas e polarizadas sejam as opiniões sobre elas, mais eficazes foram em nos colocar a mente a funcionar.
Gostei do argumento, da ideia original e depois da solução visual para nos contar a história.
Gostei das interpretações de jovens actores, com muitas provas para dar, em conjunto com outros que começam a ter carreiras consolidadas.


Leonardo DiCaprio insiste em melhorar de filme para filme. Fico à espera para ver qual será o seu passo seguinte.
Lembra-me de quando andava no ciclo preparatório e a sua cara juvenil, com aquela moldura lourinha, aparecia semana sim semana sim na capa de uma Superpop ou daquelas revistas Bravo, muitas vezes escritas em alemão, que nós comprávamos só para ver as fotografias.
Depois da fase Titanic e Romeu e Julieta e depois da adolescência sonhadora, gostar do Leo era coisa "brega" e de meninas mal letradas. Parece que essa realidade vai mudando aos poucos, a idade e a experiência fazem milagres pelas carreiras de quem sabe geri-las de um modo inteligente.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Fireflies in the garden (2008)

Há vidas assim, ensombradas por um momento. Escurecidas por palavras que não se foi capaz de dizer e males que não se foi capaz de enfrentar.
E depois há esses momentos redentores em que o silêncio só por si exprime um mundo de emoções.

Fireflies in de garden é um desses filmes de argumento simples, onde a simplicidade da história é compensada pela densidade das personagens, não só porque estas são bem escritas, mas também bem interpretadas.

terça-feira, agosto 10, 2010

Cassandra's Dream (2007)

Howard: After all I've done for you, it should be automatic. Family is family! Blood is blood! You don't ask questions. You protect your own.
Não é o melhor de Woody Allen. Uma história que demora demasiado tempo a acontecer e personagens que custam a desenhar-se.

Wall Street (1987)


Bud Fox: How much is enough?
Gordon Gekko: It's not a question of enough, pal. It's a zero sum game, somebody wins, somebody loses. Money itself isn't lost or made, it's simply transferred from one perception to another.


Gordon Gekko: Greed captures the essence of the evolutionary spirit.

terça-feira, julho 27, 2010

Breakfast at Tiffany's (1961)

Audrey Hepburn num vestidinho preto, óculos de sol de olhar perdido numa montra de jóias é uma imagem ícone do cinema. Infinitamente reproduzida em posteres que enchem paredes de decoração "retro" ou apenas em quartos de adolescentes sonhadoras.
Mas Breakfast at Tiffany's é mais do que essa imagem e no entanto é menos do que o conto de

Truman Capote que lhe serviu de base.
Porque este filme quis ser uma comédia romântica, cheia de classe é certo, mas ainda assim sem do rasgo de originalidade de Capote.

Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?
Paul Varjak: Sure.
Holly Golightly: Well, when I get it the only thing that does any good is to jump in a cab and go to Tiffany's. Calms me down right away. The quietness and the proud look of it; nothing very bad could happen to you there. If I could find a real-life place that'd make me feel like Tiffany's, then - then I'd buy some furniture and give the cat a name!



Holly Golightly: I'll tell you one thing, Fred, darling... I'd marry you for your money in a minute. Would you marry me for my money?
Paul Varjak
: In a minute.
Holly Golightly
: I guess it's pretty lucky neither of us is rich, huh?
Paul Varjak
: Yeah.

terça-feira, julho 20, 2010

Sex & City 2



Mas as senhoras podem ficar ainda mais magras?
Mudar de roupa mais vezes? Não...

Podia até ser um bom entretenimento, mas é demasiado grande para tanto cliché junto. Vale pelo desfile de moda, ficamos todas a sonhar com trapinhos que nunca iremos vestir.
E não é essa a magia do cinema?!

Robin Hood (2010)


Há dias em que sim. Sabe bem ver um filme deste cheio de testosterona, sangue e homens com cara de maus.
Filmes destes em que morrem mais pessoas nos primeiros 5 minutos da película do que nos seria possível imaginar, enfim, um escape de stress e um visionamento agitado para quem, assim como eu, salta descaradamente na cadeira a cada gesto brusco na tela do cinema.
E quem melhor para interpretar a personagem máscula, corajosa e moralmente perfeita de Robin Hood do que Russel Crowe? E quem melhor do que Cate Blanchett para ser a dama deste cavaleiro? Os dois guiados pela mão de Ridley Scott...

P.S. Para os curiosos, aqui fica a dica. As celas dos cavalos foram feitas por mãos treinadas e sabidas de artesãos portugueses...