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quarta-feira, novembro 24, 2021

Millennials...


Às vezes avalio a Vida e sinto-a como alguém que chegou tarde à festa. A festa foi linda, ainda a podemos sentir. Molhar os lábios no vinho fresco, pisar a pista de dança e sentir a brisa da noite. A festa foi linda, mas rapidamente se acenderam as luzes e ficaram para trás apenas os despojos. E nós, acordámos no outro dia entorpecidos por uma ressaca de pouca, mas má bebida.  Confusos porque perdemos algo que não chegámos a ter e a festa não se repetirá.
Como as promessas incumpridas, adiadas e depois esquecidas. A vida para a minha geração, é isso. Uma chegada tardia à festa e ainda temos o lixo por despejar.

Lembro-me de se adolescente e imaginar a vida adulta. Iríamos ser pessoas frugrais cujas compras de fim de dia se resumiriam a uma garrafa de vinho e a um queijo e que depois do after work voltaríamos para casa com fatos envoltos em plástico de lavandaria. Iríamos correr o tempo todo entre malas meio feitas, viajar. Ascender.
O depois seria sempre melhor que o agora.
A sorte protege os audazes e todas as merdas que disseram quem nasceu nos anos 80...

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

Na hora...

Lembro-me do caminho de terra até ao monte, as ervas pelo carreiro do meio e os campos lavrados. As casas sempre modestas e inacabadas e os rostos das pessoas que já tinham longas vidas.

Lembro do curral, das ovelhas e das vacas. Do leite quente acabado de ordenhar, peganhento e coalhado, gorduroso, impossível para quem cresceu a beber o leite do Treta Pak.

As galinhas que andavam por ali desgarradas, os gatos ramelosos, o milho, as batatas doces, as couves e as melâncias no verão.

O rosto das pessoas cristalizado em memórias, como daguerreótipos, imagens pouco definidas e longínquas.

O cheiro do verão.

Memórias, o lugar das pessoas na nossa vida, na hora da sua morte.
Qual será o nosso lugar nessa hora?

terça-feira, fevereiro 02, 2021

Os dias...

Os dias estão maiores já se nota. As luzes espalhadas pelo caminho acendem-se ainda de dia como se estivessem mal sincronizadas. Saio e ainda se vê o caminho de terra batida, levo os olhos a esse chão, essa obra inacabada. Ora seco, ora encharcado, transformado num lamaçal. Cada buraco que não o era no dia anterior, a terra pisada, as pegadas.

Minhas ainda? Haverá mais ténis Nike 38,5 por aqui? E os rodados dos carros, dos tratores, as pegadas de animais indefinidos, que fazem todos eles por aqui? Há casas fechadas, terrenos agrícolas, sobreiros sós. As cegonhas, o burro e a horda de cães que se agita em quintais aleatórios ao som do meu passo.

Cheira a madeira no momento da queima, notas fortes como a espinha dorsal de um perfume. Cedro, pinho, terra e silêncio, tudo embrulhado na maldita humidade de um inverno que não se decide a ser frio e chuvoso e de tempestade, escolheu ser limbo.


Sempre pintaram o inferno como um sítio em chamas, não creio. O fim dos tempos será cinzento e húmido. Sem tréguas ou um raio de sol, só nós de roupa encharcada colada ao corpo, ténis sujos de lama a tremelicar de frio. 


segunda-feira, fevereiro 01, 2021

Trivialidades...

O mundo deve estar louco, acendi a luz e ando a matar melgas em fevereiro. O que me dá nos nervos os zumbidos a cortar o silêncio da madrugada, as melgas e o cão que depois de velho entrou no cio.

Nos cantos das paredes junto ao tecto cresce a olhos vistos uma mancha de humidade, uma mancha inofensiva, mas ofensiva para o meu sentido do mundo. O cinzento das paredes que nunca mais será exatamente aquele que eu escolhi, a mancha penetrando nos meus quadros. 


Nada mais parece estar no lugar. Não chove, apenas vivemos envoltos neste mar de dias cinzentos, peganhentos de saturação de água no ar. 


As laranjas caiem espontâneas para o chão, a roupa não enxuga e entretanto estamos em fevereiro, a pensar trivialidades. Onze meses de trivialidades. Já vi formigas no quintal, como se lida com formigas no inverno? Como se fosse normal?


E o raio da televisão que continua a vomitar tragédia, e nós cansados já não vemos números. Pensamos no que vamos almoçar amanhã, sim, fazer almoço é algo que tem de ser pensado. As compras feitas antes. Por agora já nos devíamos ter habituado a fazer um menu, acabar de vez com essa coisa da espontaneidade.


Estava a remexer nas bainhas da blusa, a puxar fios com as unhas mal limadas que os tempos não me deixam ir arranjar e estava a pensar que já passamos da vida adiada. Adiada parece que vamos partir de onde parámos e continuarmos a ser quem éramos antes dos traumas e dos cabelos brancos do último ano. Não, isto parece-se mais com um assalto, uma vida roubada. E nós de luto, sem saber ainda como a chorar.


quarta-feira, setembro 11, 2019

Um dia de Setembro




Em Portugal, uma criança que tenha nascido NO dia do 9/11 poderá votar nas eleições legislativas de Outubro.
Nesse dia eu tinha 17 anos e procrastinava enfastiada no sofá  à espera do início do ano lectivo. Vimos aquilo na TV em directo e marcou-nos a ferros quentes, a angústia nunca mais nos largou.
Agarrou-nos antes da angústia de ser adulto, antes do aquecimento global passar a ser a crise climática e a angustia do tédio existencial se transformar no vazio de não sabermos o que será o mundo com mais 2ºC.
Os anos que se seguiram e que se continuam a suceder levam-nos para longe do conforto, da segurança da prosperidade.
Ficámos para sempre em alerta. Quebrou-se a confiança no futuro.
São apenas 18 anos. Neles a guerra do Iraque, a Internet, as redes sociais, a crise dos media, o tsunami do Índico, a crise do subprime, mais ataques terroristas. A fome na Venezuela, o êxodo de África afogado no Mediterrâneo, os fogos fatais em Portugal, os glaciares a descongelar e o mar a subir, o Ébola, as árvores na Amazónia a tombar de todas as formas e duas décadas adentro do século XXI, continuamos angustiados.
Perdemos a inocência num dia de Setembro.


terça-feira, agosto 06, 2019

FMM Sines ou a procura dos Mundos


Ir ao FMMSines não é bem ir a uma festival, é ir ao encontro das nossas ansiedades primárias.
É ir a um local questionar o que somos, que vida estamos a viver. É confrontarmo-nos com tantas outras opções. Notar o quanto nos aburguesamos desde os tempos em que queríamos engolir o mundo de uma vez, dança-lo todo numa noite, ser sempre o melhor que achávamos que poderíamos ser,  ainda que sem qualquer mérito ou consideração.

Quando nos sentamos no passeio a gabar caravanas ou a ouvir o babilónico som ambiente, questionamos. Quem são estas pessoas? De onde vêm, que se passou entretanto? Que fixação é esta com cães rafeiros que se assemelham na higiene aos seus próprios donos?

Quem são? Quando decidiram sair da abundância e do conforto para esta vida despida?

E eu? Quando é que decidi ter uma vida convencional, corresponder?

***

O chão do castelo está sempre revestido de ervas frescas, alfazema e hortelã pimenta entrelaçadas no pasto que ao cair da noite, com a chegada da maresia, libertam um odor agradável, campestre que nos faz sentir um pouco mais ligados à terra, como se os nossos pés se prolongassem em raízes profundas e fossemos imovelmente dali.

As muralhas marcam a linha do horizonte e depois disso só um imenso céu, negro e estrelado. Um manto que nos cobre e por baixo dele o palco, as luzes, o barulho das pessoas que balançam nas suas raízes. Pessoas excêntricas, normais, os sós e os seres sociais. Os que visivelmente tiraram a roupa estilizada e se mascararam de Sines e os que no seu melhor fato não sabem onde vieram parar. O castelo pulsa com todos, ainda antes do primeiro acorde, enquanto só as diferentes línguas são música, a cerveja vagueia pelos copos e os fumos brincam de mão em mão. 

Imagino que no inicio, assim que houve consciência o Homem juntou dois sons e criou o ritmo. Rudimentar mas apaziguador, repetitivo e natural como o próprio bater do seu coração.
E depois o sangue a pulsar nas veias, a ansiedade, o medo, a paz e todas as outras nuances da alma humana se começaram a reflectir nesse ritmo e isso é a música.

Em Sines, o primordial encontra-se com o erudito. E isso é musica universal, uma linguagem genética que nos coloca a todos com o sangue a pulsar ao mesmo ritmo. Em paz e em êxtase ao mesmo tempo. Cansados e ainda assim transbordantes de energia, bebados de tudo e experienciando a mais clara das sobriedade. 
A musica a ser comunhão.

Não se vai lá ouvir as modas, nem ser contracultura. Vai-se lá assumir a beleza da diferença. A qualidade do que é bem feito, não importa onde vem nem o quão diferente pode ser de nós, da nossa percepção ou dos parâmetros que nos regem.
Vai-se ao Castelo de Sines viajar. Encontrar Mundos, dentro e fora de nós.
Por isso que voltamos todos os anos. 
Ainda não descobrimos tudo.





quarta-feira, julho 03, 2019

Morreu o Avô.

Morreu o Avô.
O Avô não vive nas nossas memórias da infância. Nunca contou um história, nunca nos ensinou nada para a vida. O Avô não é referência, nem modelo, mas o avô existia.
O Avô vivia à vontade dele, há anos no silêncio dos dias e da sua limitação. 
Diz-se na venda que não havia outro para cavar a terra como ele, o Tigre do Isaías. Chegava ao balcão com duas laranjas no bolso e bebia um litro de tinto. 
Ouço que noutros tempos os carros recorrentes nos caminhos para o Algarve abrandavam o passo a seguir às bombas da Móbil, não fosse ele andar por ali a ziguezaguear encostado à pasteleira ferrugenta.
A bomba já não se chama Móbil, a estrada tem semáforos, há autoestrada....O Tigre já não passa.
O Avô usava um desses chapéus de feltro negro à maltês e tinha os dedos curtos e grossos, como pequenos troncos nodulosos de árvore, retorcidos e exaustos saindo de mãos que nunca faziam festas.
Nos últimos anos sentava-se à esquina da casa a abismar, e fazia-me "espécie". Em que pensaria ele naquela forma de sono acordado... meditava? Revivia memórias? Pensaria tudo aquilo que não podia dizer? Desmontava o mundo?
Quando era criança o Avô trazia melancias no verão, daquelas grandes e riscadas que comíamos sentadas em bancos no quintal com o sumo a escorrer pelos cotovelos para o alguidar no chão. A seguir migávamos as cascas para as galinhas e tomávamos banho com água fria chupada do poço pela motor da rega que hoje teima em não funcionar.
No fim do outono trazia batatas doces que se assavam no lume de chão na casinha mascarrada entre os potes de barro de aquecer água e a lenha incandescente. 
O Avô dizia que tinha bom ouvido, tão bom que ouvia as sementes a germinar debaixo do chão, mas ligava o rádio  bem alto às primeiras horas da madrugada.
Este inverno ensinou-me a cortar lenha num cavalete e danou-se sempre que lhe roubei o trabalho, mesmo que lhe faltasse o equilíbrio e a mim não me faltassem braços.
Dizia que tinha mais dinheiro que terra, mas que importa, não levou nada.
Não levamos nada, nem as memórias. 
Deixamos tudo. 
O banco vazio na esquina da casa, o silêncio nas madrugadas, as laranjeiras por regar e a certeza que não dissemos, não fizemos, não vivemos tudo o que havia para tentar.
O Avô morreu. 
Não passou a ser melhor, nem pior, não é uma referência, não nos ensinou nada para a vida.
Existe com uma caricatura do passado, um lembrança das nossa raízes humildes, do muito que crescemos desde os tempos da terra revolta à enxada. Quando as pessoas só tinha dois nomes próprios, os nossos Avós vão para a terra com lápides resumidas.
Aqui jaz Marino José.
Viveu sempre à sua vontade.






segunda-feira, julho 01, 2019

...

Ontem, sentada num banco de espera de estação do Oriente, bebendo o meu sumo de laranja natural acabado de espremer para uma garrafa de plástico de uso único, observado o rebanho de pessoas indo e vindo. Muitas,  mastigando, bebendo, consumindo, carregando malas, correndo ao desvario ou apenas existindo ali ao ritmo a que os comboios trepidavam nos carris... Ocorreu-me que somos mesmo capazes de estar condenados. A engrenagem não tem travão.
Todo e qualquer esforço noutro sentido é como rolar a pedra de Sísifo.


quinta-feira, julho 12, 2018

Dois mil dez oito, ou o voltar a casa



A casa fica num fundo de rua onde o alcatrão acaba. Antigamente o alcatrão nem lá chegava, hoje vivemos com ares de modernidade, um pé no asfalto outro na terra batida ouvindo os pássaros gritando pela manhã enquanto discutem os detalhes das suas vidas.

O aroma do pinhal mistura-se por vezes com o da terra remexida nas manhãs que acordam a cacimbar. De tempos a tempos, os canhões da plantação de mirtilos disparam para afastar animais famintos, nunca antes se haviam ouvido, mas este ano os Javalis desceram da serra e começaram a fuçar pela mata rasa nas madrugadas. 

Ao meio da tarde os velhos sentam-se à esquina da casa numa meditação pouco esclarecida, em silêncio remexendo as bainhas das camisolas e murmurando histórias, questionando a memória, revivendo toda a vida num lugar solitário que parece ser cativo. As velhas perpetuam o manto preto debaixo das batas e o lenço na cabeça a amparar o chapéu de palha, não importa qual for a estação.
 
No fim da tarde ouvem-se os motores da rega, os tratores que voltam e de noite, um cão longínquo pode uivar, de resto o silêncio, as cigarras e o breu do mato. 

Por esta altura o sol deveria se por em chamas por detrás do pinhal, mas 2018 não nos trouxe verão nem melancias, só as melgas e as formigas e os tomates ainda por amadurecer por debaixo da rama.

Quando eu era criança andávamos por aqui de pés descalços na areia, nas tardes quentes do verão fechavam-se os estores porque ninguém poderia aguentar a brisa quente das três da tarde no Estio. 

Quando abríamos a porta, só por curiosidade, a luz forte do dia encandeava-nos os olhos, os pés ardiam na soleira da porta escaldante e o ar rareava nessa massa quente que nos era dada a respirar.

Ansiávamos pelo fim da tarde e pelas guerras de mangueira com a água gelada saída do poço. Lembra-me o cheiro da fruta, da terra molhada depois da rega, das voltas de bicicleta depois do jantar e dos gelados na esplanada da Chaminé onde íamos a pé gastar tempo à noite porque não se conseguia estar em casa.

As décadas que nos separam desses dias são tão longas, mas tão curtas que ao mesmo tempo que conseguimos fechar os olhos e as tocar, nada em nós é mais igual. E embora seja o mesmo sol que bate nos chapéus de feltro preto e sejam os mesmos copos de três servidos nos balcões de mármore manchados e gastos dos tascos, a vida tal como a concebíamos mudou.

A verdade é que agora,  o alcatrão chega-nos à porta de casa.

quarta-feira, junho 24, 2015

Histórias da Cidade I



Os dias longos do inicio de verão tinham esse dom de a deixar bem disposta. Sair do trabalho com luz, sentir as ruas vibrantes da cidade ainda cheias de um dia que teima em não acabar. Apinhadas de gente, de táxis, de eléctricos e os seus sons metálicos, de tuk-tuks e outras invenções com motores berrantes todos fundindo-se nos sons das esplanadas e com as gaivotas guinchando junto ao rio.

Atravessava o Terreiro do Paço vinda da Rua da Prata e sentia-se sempre engolida por todo aquele espaço em frente ao rio, pela amplitude dos sons e a ligeira sensação trepidante debaixo dos pés a cada novo carro rolando nos paralelos. 

Desistiu mais uma vez do elétrico, o 15E ia demorar mais 6 minutos a chegar a mais uma paragem no seu caminho até Algés, era o que informava o monitor, e a paragem estava cheia de gente, respirou fundo e seguiu a pé.

Entre o cais das colunas e o cais do Sodré vivem-se fins de tarde pachorrentos, esponjados  pela praia de cimento.

Os cheiros do rio, os tabacos, os carros apressados e uma promessa de mar que vem de longe criam um odor exótico que só se entende ouvindo a mescla de línguas que sobrevivem abafadas pelo rolar dos carros nos ripados de madeira e aço por cima do rio.

Ia de passo largo pensando nisso tudo e no comboio que tinha de apanhar. Ia contando as luzes que se acendiam na outra margem, invejando os ténis da miuda sentada no muro, rindo das tentativas de tirar fotografias dos desconhecidos, agoniando-se com o vinho de pacote partilhado pelo casal junto à água, pensando em  nada.

Avançando pelos sinais de perigo avisando que se pode escorregar e cair ao rio até ao pequeno largo onde um pequeno grupo se prepara para tocar.

A guitarra de blues soa ainda no ensaio dos acordes e à sua passagem a bateria começa a bater ritmada marcando-lhe os passos.

Juntos aos muros do rio as pessoas juntam-se nas mesas de esplanada e nas cadeiras de lona existindo de forma despreocupada.

Sentiu-se por momentos muito viva, como se tudo aquele cenário lhe pertencesse, como se não fosse a sair do trabalho para apanhar o comboio suburbano a caminho de casa onde chegará demasiado tarde para jantar.

No ritmo dessa bateria, desse espirito jovem brilhando à beira rio os seus anos deixaram de contar e o seu passo ganhou um porte de confiança, como se fosse apanhar uma carruagem dourada a caminho de um futuro excitante pelo o qual mal pudesse esperar.

O ar cheirava a limas e a hortelã e os copos bonitos passavam nas mãos dos que se iam sentar nas cadeiras de lona com vista para o desaguar do rio no mar.

Nesse momento de mindfullness, essa conjugação de cheiros, de sons e de fantasia, a vida pareceu-lhe ser tudo o que podia ser.

Com os passar dos metros o ritmo da bateria tornou-se distante até ser indistinto dos sons da cidade. Parou no fim do passeio junto a uma sarjeta suja para deixar passar o autocarro que se apressava para o Restelo e ouviu distinto o soar dos avisos da estação. Saiu de letargia, correu e tropeçou no velho à estrada da estação, deixou-o a protestar para num passe de mágica entrar por portas que se começavam já a fechar.

Encontrou lugar sentada e respirou fundo enquanto na outra margem a luz do dia se substituía pelas luzes da noite.

Apanhara a carruagem certa, e ainda assim esta chegaria demasiado tarde para jantar.