sexta-feira, janeiro 14, 2011

Portalegre em Transição



(Clicar na imagem para ler)
Não percam este evento, amanhã pelas 16h, no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre.

Agir hoje, para um amanhã melhor.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Black Swan (2010)

Difícil. Muito difícil de acompanhar.

No entanto de uma rara complexidade dramática e uma excelente construção de personagem por parte da Natalie Portman.

Olhando no espelho...


Sem perceber muito bem o que é o que reflexo quer dizer...

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Em 2010...


Percebi de uma vez por todas que existe a vida imaginada e a vida vivida.

Voltei a estudar.
Fui tia.
Chorei de desespero por não saber que mais fazer.
Sorri por dentro com as pequenas vitórias do dia-a-dia.
Corri mais quilómetros.
Cheguei ao peso ideal. E mantive-o!
Li livros interessantes.
Vi filmes magníficos.
Gostei ainda mais de Film Noir.
Bebi alguns vinhos bons.
Ouvi vezes sem conta o novo álbum dos National e dos Black Keys.
Dancei umas quantas noites com muita vontade.

Fiz novos amigos.
Empenhei-me em trabalhos que não deram resultado.
Tive de começar tudo outra vez.
Escrevi alguns textos que me deram gozo publicar.
Pintei a casa em tardes escaldantes de Verão.
Fui menos à praia do que gostaria.
Fui ainda menos vezes às piscinas do que gostaria.
Não fui aos concertos que queria.
Não comprei a roupa que andei a namorar nas montras.
Apreendi a viver com menos. E que menos ás vezes pode representar muito mais.
Aperfeiçoei a receita de mousse de chocolate.
Apreendi a reter o pânico e a serenar perante os problemas que não posso resolver.
Dei sangue pela primeira vez.
...

terça-feira, janeiro 04, 2011

Ano novo...

Não sei se me regozijo pelo ano novo ter começado ou se me esconda num sitio bem escuro para que 2011 não me encontre.





domingo, janeiro 02, 2011

Casas do Parque



2011

Começou no campo...

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Resoluções de ano novo...

  1. Ter mais pensamentos positivos;
  2. Ser mais amiga do ambiente;
  3. Estudar mais;
  4. Correr mais;
  5. Comer menos;
  6. Poupar mais;
  7. Amar mais;
  8. Ser a melhor tia do mundo;
  9. Ler mais livros;
  10. Ser mais feliz;
Feliz ano novo.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Eu, a tia...

O Natal este ano trouxe um presente diferente e toda a família ainda está em estado de choque.
O R. veio um mês mais cedo que o esperado e quis ver o mundo na véspera de Natal.

Foi inesperado, causou preocupação mas está tudo bem. O Dia de Natal foi por isso passado de visita à maternidade e a olhar embevecida para a nova vida que havia começado ali.

Os dias que se seguiram foi um entra e sai de gente, de vozes, de presentes e agitação.
Somos às vezes sugados para esse mundo paralelo de tias e primas, de amigas e de horas que passam num instante.

E agora acrescentou-se a essa outra dimensão as fralda, as preocupações com a criança, se mama, se não mama... E esse mundo inteiro de gente a querer ir ver a novidade...

Vai ser bom ir para casa curtir a ideia de ter um sobrinho... E imaginar a vida toda de momentos bonitos que nos esperam.

Parabéns mana mais velha. Que sejas muito feliz nesse novo papel, Mãe.

The Postman Always Rings Twice (1946)



Cora Smith: I want to make something of this place, I want to make it into an honest-to-goodness...
Frank Chambers: Well, aren't we ambitious.


Este foi mais um Natal "Noir". O filme escolhido foi este clássico, um film Noir quase perfeito, com um argumento de estilo quase irrepressível mas ainda assim evidente. Não é um filme de grande rasgo criativo, mas é um exercício bem conseguido, quer pela presença exuberante de Lana Turner que enche o ecrã com a sua femme fatale, inocente e insegura, quase desculpável no despudor das suas acções, irresistível para o nosso herói.

Filme contado em flash back, do ponto de vista Frank Chambers (John Garfield), o nosso homem enfeitiçado por um único momento, aquele em que Cora lhesurge em grande plano, de branco à soleira da porta. O destino estava traçado e nem foi preciso chama-lo duas vezes.

Cora é a mulher do dono da estação de serviço e de uma lanchonete na beira da estrada, Nick Smith é o marido forreta e bem-disposto. Franck Chambers é um homem andarilho, que viaja à boleia e que afirma que "tem um comichão debaixo dos pés que o impede de estar no mesmo sítio muito tempo".

Mas Frank tropeça em Cora, que se apaixona por Frank e começa a achar que a sua vida ficaria muito melhor se Nick não existisse...

A partir daí os dados estão lançados e o plano aberto para um filme de beleza visual e de belas prestações por parte dos actores.




Lana Turner teve a sua parte de bela como de trágica. A MGM chama-a "Sweater Girl", casou sete vezes e teve numerosos affairs. Debateu-se com o alcoolismo e viveu com a sua vida impressa na imprensa da época.

Em 1958, encarou ainda o momento em que a sua filha assassinou o seu amante - gangster Johnny Stompanato - num caso que teria paralelo, em tempos mais recentes, com o de O.J. Simpson. Sendo que o juri considerou que a filha a defendeu num momento em que Lana estava a ser violentamente espancada por Stompanato, deixando-a em liberdade.

Todos estes factos interferiram com a sua carreira e no inicio dos anos 60, Lana não era mais a estrela que fora nos dourados anos 40.

Ainda assim, teve participações em series de televisão no inicio dos anos 80.

Lana faleceu aos 75 anos depois de uma longa batalha contra o cancro.

A sua beleza e talento brilham em filmes como "The Postman Always Rings Twice", "Imatation of Life (1959)", "Peyton Place" (1957) filme que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de melhor actriz principal, entre outros.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

To Have and Have Not (1944)


"Adventure and Romance
As only Ernest Hemingway can write It!
As only Humphrey Bogart can play it!
Excitement as only Warner Bros. can make it!

Another Triumph from Howard Hawks"


Primeiro filme de Lauren Bacall. Momento em que conheceu Bogart e onde nasceu uma história de amor que durou até à dolorosa morte de dele.

Lauren Bacall é uma das poucas divas da época de Ouro de Hollywood ainda viva. É maravilho ver estas imagens dos primórdios da sua carreira, onde nasceu o seu famoso "The Look" e por onde se começou a desenhar a lenda.

sábado, dezembro 18, 2010

Morphine live @ Super Rock, Lisboa 95



Publico eufórico, Mark Sandman fala português... deve ter sido qualquer coisa de memorável.

Lugares seguros...

Deve ser assim que se constroem vidas. Com memórias, com sons, cheiros e lugares seguros a onde podemos sempre voltar.


sexta-feira, dezembro 10, 2010

Região de Portalegre em destaque no próximo programa A Voz do Cidadão

O próximo programa “A Voz do Cidadão” foi filmado em Portalegre e conta com o contributo de alunos, professores e profissionais da área do jornalismo de Portalegre. O Director da Pormenores, Alcides Parreira e o Revisor Gaspar Garção serão duas das vozes activas do programa.

Têm várias oportunidades para ver a Voz do Cidadão e se perderem estará online. Não percam, a nossa região estará em destaque.

A Voz do Cidadão
RTP1

2010-12-11 | 21:00h
RTP2

2010-12-12 | 14:45h

RTPN

2010-12-12 | 20:30h

RTP Memória

2010-12-12 | 21:00h

quinta-feira, dezembro 09, 2010

P.J. Harvey ou a Teoria da constante mutação

Tem data de lançamento marcada para 14 de Fevereiro de 2011.

Para nos aguçar a curiosidade já anda a circular este Written on The Forehead.

Podia ser mais diferente de tudo feito anteriormente?
Podia deixar-nos ainda mais curiosos?

Finalmente uma razão para esperar ansiosamente pelo dia dos namorados!

terça-feira, dezembro 07, 2010

"Hey little bird, fly away home"

Happy Birthday Mr. Tom Waits

segunda-feira, dezembro 06, 2010

O tempo...

Indicador estranho esse, o Tempo. Mais do que as estações do ano que mudam, do que as paisagens em constante transformação. Muito mais do que a nossa condição precária no ponto da vida em que nos encontramos. O tempo, o tempo que passa pelos outros.

O tempo que passa pelo rosto da nossa mãe, ou dos anos que se adiantam no calendário dos nossos irmãos.

O ar abatido dos tios. A decadência final dos nossos avós.

Esse tempo.

Esse tempo que nos confronta de rompante, num tarde de inverno, num almoço de família em que nada mais está no sítio, ninguém mais aparenta ser como era. Um dia, esse tempo silencioso torna-se gritante.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Excesso


excesso (eis)

s. m.
1. Diferença para mais; demasia; sobejo.
2. O que ultrapassa o legal, o habitual.
3. Desregramento; desmando.
4. Falta de moderação.
5. Cúmulo; grau elevado.
excesso de zelo: zelo mal entendido que prejudica em vez de ser útil.

O excesso. Como o evitar? Como parar essa carruagem em andamento e ser-se, em tudo na vida, simplesmente moderado, querer e ter apenas o suficiente.

Somos excessivos e quase tudo.
Começamos por comer demais. Engordamos.
Bebemos demais. Sofremos de ressaca no dia a seguir.
Queremos estar ainda mais tempo acordados. Temos dias dolorosos e sonolentos.
Gastamos mais do que podemos. Sofremos a pressão de não saber como pagar as contas.
Trabalhamos demais. Sofremos de stress.
Queremos mais. Sofremos a frustração quando não o conseguimos.
Produzimos lixo de mais. O planeta sofre.
Gastamos demasiada electricidade. Contribuímos para o aquecimento global.

O EXCESSO.

E mais uma vez, as nossas acções são seguidas de consequências. E no entanto, a nossa procura por satisfação não nos permite antever o que já está mais que estabelecido.

É como se uma vez ligado o botão "on" nada nos pudesse parar. Porque "vale sempre o mal que faz pelo bem que sabe".

Chegamos a uma época de excesso por excelência. Uma altura em que se enchem mesas de comer aparatoso, onde se mistura o açúcar com o colesterol. Altura em que se compra só por comprar, porque não podemos deixar de o fazer, porque queremos fazer parte, porque queremos mostrar aos outros o tamanho da nossa estima... altura para se ter um "mary christmas" e uma indigestão seguida de uma grande dor de cabeça na manhã de Natal e recomeçar a farra algumas horas a seguir.

Não poderíamos fazer algo moderado?
Não aprendemos com o ano anterior?
Ouço sempre a minha mãe a dizer que este ano é que vai ser diferente. "Não compro prendas para ninguém." ou "Este ano só se compra o Bolo Rei porque depois andam doces a endurecer lá por casa até aos Reis". Mas não aguenta.
Nunca aguentamos.
Há sempre uma lembrança para dar. O Bolo Rei, o arroz doce, os fritos, a mousse de chocolate, o bolo das rosas e caso alguém ainda tenha fome aparece ainda o pudim de ovos ou umas farófias.
Excessivo?

Como não o ser....





Está frio...

E eu com tantas coisas que fazer.
Tantos textos para ler.
Tantas linhas para escrever.
Tantas ideias para consolidar.
Tantas estratégias para definir.
Uma vida inteira para tomar conta...

E nem sequer consigo sair debaixo do cobertor...
Bloody weather.


sábado, novembro 27, 2010

The National - Hight Violet Expanded edition

É tão bom ganhar um bónus destes. Mais duas músicas novas, lados B e uma nova versão do Terrible Love.

Para ouvir "muitas" vezes nos próximos tempos.

I'm a Woman Of The Ghetto


"How does your heart feel late at night?"

quarta-feira, novembro 24, 2010

Streetcar named Desire (1951)

Blanche DuBois: I don't want realism. I want magic! Yes, yes, magic. I try to give that to people. I do misrepresent things. I don't tell truths. I tell what ought to be truth.

Blanche DuBois: You're married to a madman.
Stella: I wish you'd stop taking it for granted that I'm in something I want to get out of.
Blanche DuBois: What you are talking about is desire - just brutal Desire. The name of that rattle-trap streetcar that bangs through the Quarter, up one old narrow street and down another.
Stella: Haven't you ever ridden on that streetcar?
Blanche DuBois: It brought me here. Where I'm not wanted and where I'm ashamed to be.
Stella: Don't you think your superior attitude is a little out of place?
Blanche DuBois: May I speak plainly?... If you'll forgive me, he's common... He's like an animal. He has an animal's habits. There's even something subhuman about him. Thousands of years have passed him right by, and there he is. Stanley Kowalski, survivor of the Stone Age, bearing the raw meat home from the kill in the jungle. And you - you here waiting for him. Maybe he'll strike you or maybe grunt and kiss you, that's if kisses have been discovered yet. His poker night you call it. This party of apes.
Stanley Kowalski: Take a look at yourself here in a worn-out Mardi Gras outfit, rented for 50 cents from some rag-picker. And with a crazy crown on. Now what kind of a queen do you think you are? Do you know that I've been on to you from the start, and not once did you pull the wool over this boy's eyes? You come in here and you sprinkle the place with powder and you spray perfume and you stick a paper lantern over the light bulb - and, lo and behold, the place has turned to Egypt and you are the Queen of the Nile, sitting on your throne, swilling down my liquor. And do you know what I say? Ha ha! Do you hear me? Ha ha ha!
__________

Em 1951 Vivien Leigh tinha 38 anos e Marlon Brando a energia dos 25 anos. Ela em declínio, ele em ascensão, os dois encontram-se no limbo, numa contracena tensa e voluptuosa. Uma mistura irresistível entre o enorme talento de ambos os autores, da beleza juvenil de Marlon Brando e do rosto maduro e altivo de Vivien Leigh com o belíssimo texto de Tennessee Williams.
Poderia acusar-lo de ser apenas uma encenação teatral que acabou em filme. A acção é confinada a uma pequena série de espaços, há um Overact textual.
Mas às obras que sobrevivem para serem primas tudo se perdoa, e o prazer de ver um filme assim é intemporal.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Mais Pormenores na próxima sexta-feira

A 9ª edição está aí e sexta-feira salta para as bancas um pouco por todo o país.

Mais Pormenores em

segunda-feira, novembro 15, 2010

Action means Consequence


Eduquei-me ao longo dos anos para acreditar neste simples pressuposto. As nossas acções reflectem-se em consequências. São relações directas, às vezes imprevisíveis e muitas outras facilmente antecipáveis.

Há momentos em que as nossas acções são planeáveis, e mesmo que surjam de impulsos momentâneos ou de apelos inegáveis, permitem-nos avaliar as consequências e podemos decidir se vale a pena pagar o preço.

Outras acções são inesperadas, fruto do acaso e as suas consequências são imprevisíveis e na maior parte das vezes desproporcionais, nunca acharíamos que valeria pagar o preço, e no entanto é nessas que não temos qualquer tipo de escolha.

Action = Consequence

Por exemplo, vou passar um mês sem conduzir porque em Outubro de 2009 pisei um risco contínuo.
Foi uma acção deslocada, fruto do acaso. Não pensei muito nela enquanto a levava a cabo, simplesmente pisei o continuo com a inocência dos ignorantes.

Desproporcionalmente, por esse momento de inconsciência, vou regredir vários anos na vida e ficar trinta longos dias sem conduzir.

Perante este problema poderia eu decidir que a minha acção valia esta consequência? Não.

Action [<] Consequence

Pisarei eu novamente um contínuo sem olhar para o retrovisor e me certificar de que não vem nenhum carro da policia três carros atrás do meu? Não.


Small action = Big Consequence = Great Lesson



In Teoria do Dia
A.M.


terça-feira, novembro 09, 2010

Brevemente nas bancas.

Scarlet Street (1945)

A Dupla de protagonistas e o realizador de a Woman in the Window (1944) repete-se neste Noir de grande perfeição ao nível do argumento.

'Kitty' March é uma menina mimada, preguiçosa e pouco escrupulosa que é completamente dominada pelo seu violento companheiro.
Os dois juntos fazem uma dupla de trapasseiros que decidem explorar Christopher Cross, um caixa de banco de meia idade com aspirações a artista que se enamora de Kitty numa noite de chuva.
A partir do momento em que lhe põe os olhos em cima o seu destino está traçado.


A sequência final é mais um devaneio expressionista de Fritz Lang, onde numa reviravolta típica do Noir, a personagem, apesar de ter escapado à justiça dos homens não poderá nunca escapar-se a si mesma nem conseguir a expiação dos seus pecados.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Clarissa Vaughn: I don't know what's happening to me. I seemed to be unraveling.


Stephen Daldry

domingo, outubro 31, 2010

Morphine @Your Service

Morphine @Your Service

terça-feira, outubro 26, 2010

Always the Hours

Clarissa Vaughn: You do have good days still. You know you do.
Richard Brown: Not really. I mean, it's kind of you to say so, but it's not really true.

Stephen Daldry

Millennium III - A Rainha no Palácio das Correntes de Ar

Terminei de ler o terceiro e último livro ontem, após aquilo que foi um domingo de salutar preguiça no sofá, de olhos postos durante horas nas páginas sempre surpreendentes deste livro.

Realmente a morte precoce de Stieg Larsson foi uma enorme perda de possibilidades. Perco-me a imaginar no que estaria ele a magicar para o futuro destas personagens, adorava sentir o nervoso miudinho de quem espera nova publicação.

Como já me disseram "não é que seja material para o Nobel", mas que é puro entretenimento literário lá isso é.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Cure For Pain - The Mark Sandman Story


Cure for Pain: The Mark Sandman Story (Trailer) from Gatling Pictures on Vimeo.

Começou por se chamar Morphine at your Service e evoluiu para Cure for Pain - The Mark Sandman Story.
Está pronto e vai iniciar o percurso pelos Festivais. Para mim, o lançamento mais esperado de 2011.


quinta-feira, outubro 21, 2010

24 de Maio de 2011

É uma terça-feira e já está na minha agenda. :)

sábado, outubro 16, 2010

Os bancos da Escola...

Já não me lembrava. Mas não são confortáveis para quem tem de lá estar sentado quatro horas.
Demasiado tempo parada. Demasiada energia contida, demasiada atenção num único ponto. Uma concentração constante que se perde quando se pára de estudar.

O desafio que se impõe é novo e à primeira vista parece gigantesco. Agora, que ainda estamos na fase inicial, em que nos confrontam com aquilo que havemos de fazer, com uma série de procedimentos novos e as promessas de longas horas de trabalho solitário, desconhecido e absorvente das nossas vidas, quase que dá vontade de fugir enquanto é tempo.

Ainda dá o frio do estômago da primeira intervenção, as dúvidas sobre que cadeira ocupar, e o desconforto perante um grupo de pessoas desconhecidas das quais não sabemos o que esperar. Ainda existem as dúvidas existenciais. "Estarei à altura disto?", "Meu Deus, nem sei por onde começar!", "Terei eu capacidade para escrever uma tese?"

Dúvidas. Existem agora como há dez anos atrás. Elas parecem não desaparecer com o tempo.
Mas chega de divagações existenciais sobre o que é voltar a ser estudante neste mundo pós-moderno em constante mutação. Tenho ali uns textos para ler, umas perguntas para responder, umas ideias para formular, um objecto de estudo para tese para definir, uma série de trabalhos em que pensar...

sexta-feira, outubro 15, 2010

Ghost Writer (2010)


The Ghost: Well don't tell me you're going to read it now.
Richard Rycart: Not all of it, just the beginning. There's something very important about it.
The Ghost: Yeah, it's the cure for insomnia.

Bem realizado, bem escrito e com um toque delicioso que são aqueles diálogos acutilantes e sarcásticos.
Gostei.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Sounds like Morphine Today...


Vanilla Sky, Portalegre

As cores de Outono surpreendem-me sempre, pela intensidade dos céus e pela crueza dos tons fortes das terras.
Os cheiros são intensos pela madrugada e os finais de tarde arrepiam-nos com um vento já gelado.
Gosto do inicio do Outono. É uma estação de desaceleramento, de reflexão e de volta ao interior da casa.
O seu grande defeito é abrir caminho para o Inverno.
Já disse aqui que não fui talhada para os rigores do Inverno, as temperaturas que ai vêm... Gela-me o espírito só de pensar.

domingo, outubro 10, 2010

The Letter (1940)

[Clicar na capa para ver Trailer]

"To the most memorable entertainments you ever seen...Warner Bros. add a Motion Picture that is destined to take its place beside the greatest!

Bette Davis in W. Somerset Maugham's Brilliant Success...
The Letter

What are the forbidden secretes in the letter?
What is the strange spell that made this woman defy the unwritten law of the Orient?

A lady one minute...A Tigress the next!
Another Glorius trimph from the screen's most celebrated star!...

With herbert Marshall, James Stephenson, Gale Sondergaard, Bette Davis.
The Letter
It's the Trill of your life!"

O textos dos trailers dos anos 40 são no mínimo deliciosos!

The Letter tem uma abertura monumental, Leslie Crosbie, interpretada pela magnifica Bette Davis, assassina a sangue frio o seu antigo amante numa cena memorável.

Leslie Crosbie enventa então então uma meticulosa história sobre uma visita inesperada e uma tentativa de violação que ninguém quer desmentir e que parece irrefutável. O único veredicto possível parece ser a absolvição pois agiu em sua legitima defesa. Surge neste ponto "A carta" prova da sua culpa e a sua condenação.


Mas no Oriente a justiça tem outras formas e Leslie apesar de ajudada por um atormentado advogado e ilibada perante a lei, não encontrará redenção.

o Filme está povoado de pequenos imagens simbólicas que funcionam como premonições. As nuvens que encobrem ou libertam a luz da lua, o punhal pelo qual Leslie passa as mãos demoradamente numa loja no bairro chinês... as persianas que ora se fecham ou abrem criando um padrão de cárcere no rosto de Leslie uma metáfora do estado de espírito que atormenta a personagem.
Leslie não deixou de amar o homem que matou e essa é a pena que terá de cumprir.



O final do filme é diferente da peça original porque a produção se recusou a deixar que a personagem ficasse impune do crime de adultério e de assassinato.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Síndrome de Crise

Crise, FMI, inflação, juros, despesa pública, cortes salariais, agências de rating, títulos de dívida, mais cortes e mais uma enxurrada de outras palavras assustadoras e pesadas que nos entram pela casa adentro dia após dia e provocam em mim, uma espécie de síndrome de crise. Quase como uma doença corrosiva que se vai transformando em coisa crónica, desmotivante, desmoralizadora e que a longo prazo desactivará todas as nossas competências para acreditar numa saída possível deste buraco em que estamos.

Com o tempo porém, as palavras já desprovidas do seu significado pela repetição exaustiva, transformar-se-ão apenas nisso, palavras sem significado e a vida voltará ao normal.

Arrastaremos um pé para a frente do outro, sentaremos à mesa para comer uma refeição talvez menor e respiraremos de alivio quando a curva no ecrã deixar de ser vermelha e apontar de novo para cima.

Não é afinal assim que funciona?

quinta-feira, outubro 07, 2010

You go too far, Marlowe.


Vivian: You go too far, Marlowe.
Marlowe: Those are harsh words to throw at a man, especially when he's walking out of your bedroom.

The Big Sleep de Howard Hawks

domingo, outubro 03, 2010

Saboteur (1940)

Segundo dizem as críticas não é o melhor de Hitchcock. Mas eu acho que vale a pena ver. Nem que seja porque é um belíssimo filme a preto e branco, cheio desse clima da conspiração vivido por altura da II Guerra Mundial e com um vilão à altura dos regimes autoritários da época interpretado por Otto Kruger.