segunda-feira, agosto 30, 2010
Lembranças do F.M.M. Sines
A música brasileira é tão vasta! Cheia de matizes e opostos que oscilam entre a beleza mais pura de palavras misturadas com sons de instrumentos, que é a bossa nova, ao mais simples e "poeirento" barulho feito pelas bandas de Forró e trios eléctricos de Carnaval.
O Festival de Músicas do Mundo de Sines este ano apresentou-me a CÉU.
Gosto desta sonoridade. Assim como gostei de Maria Rita e continuo a ouvir frequentemente a bossa nova do João Gilberto.
Afinal, do outro lado de Atlântico chega mais que novelas e Carnaval.
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Angie Mendes
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3:48 p.m.
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Etiquetas: Música
quarta-feira, agosto 25, 2010
Fireflies in the garden (2008)
Há vidas assim, ensombradas por um momento. Escurecidas por palavras que não se foi capaz de dizer e males que não se foi capaz de enfrentar.
E depois há esses momentos redentores em que o silêncio só por si exprime um mundo de emoções.
Fireflies in de garden é um desses filmes de argumento simples, onde a simplicidade da história é compensada pela densidade das personagens, não só porque estas são bem escritas, mas também bem interpretadas.
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Angie Mendes
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3:43 p.m.
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fácil
Tudo aquilo que a vida tende a não ser...
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Angie Mendes
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terça-feira, agosto 24, 2010
A Rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo (Stieg Larsson)
"Não há inocentes. Há apenas diferentes graus de responsabilidade."E depois há o enredo enérgico e competente que decorre a um ritmo que nos faz ficar agarrados ao livro pela noite fora.
Literatura gulosa esta.
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Angie Mendes
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10:48 a.m.
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segunda-feira, agosto 23, 2010
4 anos... a escrever disparates e mais raramente coisas com algum interesse
Fez no sábado, dia 21 de Agosto, 4 anos que escrevi o primeiro post deste blog. Surgiu numa crise de nostalgia de quem vê os dias a passar e que sabe que, inevitavelmente, a sua vida vai mudar de formas nunca antes experimentadas.
Começou por ser um deposito de desabafos, depois uma ligação à terra, depois um espaço de liberdade criativa, depois uma compilação de livros e filmes, de fotos e de reflexões.
Hoje é tudo isso junto e tornou-se numa biografia. Esse mapa que eu queria guardar está aqui. Por vezes nas entrelinhas e nas palavras que ficaram por escrever, nos rascunhos que não publiquei e nos duplos sentidos.
4 anos é uma vida.
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Angie Mendes
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11:37 a.m.
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segunda-feira, agosto 16, 2010
Fumadora na reserva há três anos
Ninguém disse que ia ser fácil e no entanto até foi.
Difícil não é deixar de fumar é o depois. É estar na zona de conforto e achar que já se pode experimentar, que um não faz mal a ninguém. Difícil é manter-se lúcido em relação a esta opção de deixar de ser um fumador activo, do dia-a-dia, de isqueiro e tabaco na mala.
Há três anos atrás, quando tomei a decisão de deixar de fumar, não achei que poderia modificar tanto a minha vida e os meus hábitos. Nunca achei que fosse uma maneira de reforçar a minha força de vontade, a minha capacidade de sacrifício ou até mesmo a minha auto-estima.
Hoje tenho a certeza que tomei a decisão certa. Mas também tenho a certeza que a linha que separa um fumador "desactivado" de um fumador activo é uma linha ténue, estreita e muito fácil de pisar.
Em três anos nunca tive um momento em que sentisse que corria o risco de voltar a fumar como antes. No entanto, os pequenos prazeres a que me fui permitindo nos últimos meses em noites de copos, provaram-me que é muito difícil negar o prazer, mesmo que este venha acompanhado de um ligeiro sentimento de culpa. Ficou claro que o que só acontecia uma vez por ano, rapidamente passa para uma vez por mês, para depois ser uma vez quando calha.
A capacidade de negar o que nos sabe bem é algo que não nos é natural. Por isso vivemos em esforço, num esforço de consciência constante.
E não só com o tabaco. Em esforço constante em relação ao que se come, ao que se bebe, ao dinheiro que se gasta sem razão aparente.
Difícil não é deixar de fumar. Difícil é viver o resto da vida lembrando o "bom que era e o bem que me ia saber agora".
Por isso, deixar de ter o tabaco como um vicio, é um exercício para a vida, como uma dieta que se deve seguir.
Já lá vão três anos. O balanço é positivo e a "dieta" é para continuar.
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11:58 p.m.
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Praia, livros... Ler livros na praia.
A praia preenche-me.
Ler um livro na praia é como embarcar numa viagem sem fim, sem ligação à terra, sem relógio, sem companhia nem preocupações.
É ouvir a cadencia das ondas, que rebentam na areia, a embalar as imagens que crescem na nossa mente como o filme perfeito da história que estamos a reinventar.
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11:44 p.m.
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terça-feira, agosto 10, 2010
Cassandra's Dream (2007)
Howard: After all I've done for you, it should be automatic. Family is family! Blood is blood! You don't ask questions. You protect your own.
Não é o melhor de Woody Allen. Uma história que demora demasiado tempo a acontecer e personagens que custam a desenhar-se.
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10:52 a.m.
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Wall Street (1987)

Bud Fox: How much is enough?
Gordon Gekko: It's not a question of enough, pal. It's a zero sum game, somebody wins, somebody loses. Money itself isn't lost or made, it's simply transferred from one perception to another.
Gordon Gekko: Greed captures the essence of the evolutionary spirit.
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10:36 a.m.
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segunda-feira, agosto 09, 2010
Sobre as férias e a volta à vida normal...
Pois é. As férias têm esse senão.
A volta.
A uma casa que esteve fechada durante uns tempos e necessita de uma intervenção urgente.
A um frigorífico que falhou na sua tarefa de preservação eterna de legumes.
A uma caixa de correio com mais contas que o habitual.
A volta difícil às horas de acordar, de almoçar, de fazer tudo o que se pareça com rotina.
A volta a uma vida que em vez de se simplificar pelo descanso das férias se complica pela ausência e pelas coisas todas que ficaram por fazer.
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12:14 p.m.
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Summer's Almost Gone
Where will we be, When the summer's gone?
Surge-me sempre esta musica quando, a meio do Verão, os dias escurecem e no horizonte se desenham nuvens que nos lembram que o Verão é a estação mais efémera de todas, apesar de ter exactamente a mesma duração que as outras.
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12:04 p.m.
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quarta-feira, julho 28, 2010
A caminho de Sines...
Pronta para uns dias de "semi-férias". A respirar ar vindo do Mar e a ouvir musicas do mundo.
Boas férias.
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11:27 a.m.
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terça-feira, julho 27, 2010
Breakfast at Tiffany's (1961)
Audrey Hepburn num vestidinho preto, óculos de sol de olhar perdido numa montra de jóias é uma imagem ícone do cinema. Infinitamente reproduzida em posteres que enchem paredes de decoração "retro" ou apenas em quartos de adolescentes sonhadoras.
Mas Breakfast at Tiffany's é mais do que essa imagem e no entanto é menos do que o conto de
Porque este filme quis ser uma comédia romântica, cheia de classe é certo, mas ainda assim sem do rasgo de originalidade de Capote.
Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?
Paul Varjak: Sure.
Holly Golightly: Well, when I get it the only thing that does any good is to jump in a cab and go to Tiffany's. Calms me down right away. The quietness and the proud look of it; nothing very bad could happen to you there. If I could find a real-life place that'd make me feel like Tiffany's, then - then I'd buy some furniture and give the cat a name!
Holly Golightly: I'll tell you one thing, Fred, darling... I'd marry you for your money in a minute. Would you marry me for my money?Paul Varjak : In a minute.
Holly Golightly : I guess it's pretty lucky neither of us is rich, huh?
Paul Varjak : Yeah.
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12:33 p.m.
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segunda-feira, julho 26, 2010
The Hours
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11:05 p.m.
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Abrir caminho para Sines...
Estou a preparar a alma e o coração para ouvir sons do mundo. De sítios longínquos.. Esses sons que trazem a vida inteira de povos em cada nota e que sobrevivem às gerações.
Preparada para por os pés na areia escaldante e perder-me a olhar para o mar. Ao por-do-sol, entre uma brisa fresca e um guincho de gaivota.
Esquecer por momentos que existe outra vida.
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4:12 p.m.
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domingo, julho 25, 2010
Summertime and the livin' is easy
Lembrarei sempre assim o Verão. Dias pachorrentos e noites longas, suadas, cheias desse apelo irresistível ao desconhecido. Cheio dessa sensação de oportunidade que não pode ser perdida, uma emergência que tem de ser vivida imediatamente...
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Angie Mendes
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10:32 p.m.
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terça-feira, julho 20, 2010
Os Homens que odeiam as mulheres (Stieg larsson)
Bem escrito, informado, com mistério, acção, uma pontinha de perversidade e alguns requintes de malvadez. É assim este livro de páginas gulosas, daquelas que nos fazem querer vir para casa mais cedo e ter olheiras de manha ao acordar porque não o conseguimos largar durante a noite.
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Angie Mendes
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1:27 a.m.
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Sex & City 2

Mas as senhoras podem ficar ainda mais magras?
Mudar de roupa mais vezes? Não...
Podia até ser um bom entretenimento, mas é demasiado grande para tanto cliché junto. Vale pelo desfile de moda, ficamos todas a sonhar com trapinhos que nunca iremos vestir.
E não é essa a magia do cinema?!
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Angie Mendes
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1:10 a.m.
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Robin Hood (2010)
Filmes destes em que morrem mais pessoas nos primeiros 5 minutos da película do que nos seria possível imaginar, enfim, um escape de stress e um visionamento agitado para quem, assim como eu, salta descaradamente na cadeira a cada gesto brusco na tela do cinema.
E quem melhor para interpretar a personagem máscula, corajosa e moralmente perfeita de Robin Hood do que Russel Crowe? E quem melhor do que Cate Blanchett para ser a dama deste cavaleiro? Os dois guiados pela mão de Ridley Scott...
P.S. Para os curiosos, aqui fica a dica. As celas dos cavalos foram feitas por mãos treinadas e sabidas de artesãos portugueses...
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Angie Mendes
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12:54 a.m.
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