“My own brain is to me the most unaccountable of machinery—always buzzing, humming, soaring roaring diving, and then buried in mud. And why? What’s this passion for?” Virginia Wolf 1932
Sympathy For Lady Vengeance (KOREA 2005) - TrailerEm 1991, Lee Geum-ja (Lee), uma estudante de 19 anos, é condenada pelo rapto e homicídio de uma criança de cinco anos, num caso que emocionou a nação, com direito a cobertura intensa pelos media. É libertada da prisão depois de cumprir uma pena de 13 anos. Durante esse período, abraça a religião e as suas acções em prol das outras prisioneiras, sacrificando o seu tempo e algo mais, com uma dedicação inabalável, valhem-lhe o epíteto de "Simpática Ms. Geumja". Em 2004, sai da prisão com um plano para executar e um objectivo claro e bem definido: a vingança.«Sympathy for Lady Vengeance» assinala o encerrar da chamada “Trilogia da Vingança” de Park Chan-uk, seguindo-se a «Oldboy» (2003) e a «Sympathy for Mr. Vengeance» (2002) (1). Sob um mesmo mote, Park criou um trio de thrillers apelativos, com uma fulgurante componente estética e um notável equilíbrio entre o design visual e a utilização do som e da música, sugerindo um perfeito controle do realizador sobre toda a extensão dos processos artísticos aplicados a cada componente da obra cinematográfica.Se «Mr. Vengeance» interliga um trio de personagens cujos actos e decisões parecem ser controlados por uma entidade superior; uma vontade cujo plano eles cumprem sem o entenderem, «Oldboy» materializa tal vontade no corpo de um yuppie, um rico homem de negócios, cuja vida parece ser justificada pela concretização de um plano rigoroso no seio do qual Dae-su (Choi Min-sik) constitui a matéria-prima.A complexa rede de infortúnios do primeiro filme e os requintes de sadismo na prossecução do objectivo por parte do mentor da vingança em «Oldboy», geram violência no limiar da suportabilidade — as personagens cegas pelo desejo de retribuição cometem actos de vincada crueldade.Gostei muito deste filme, da triologia este é o que mais interesse me despertou.Gosto sobretudo da fotografia, acho que os filmes orientais tem sempre um exuberancia visual diferente dos outros. Depois esta história, o modo cruel como ela é contada vai fundo dentro do ser humano, daquilo que ele tem de mau, daquilo que todos temos de mau e não sabemos, aquela coisa que nos surgue sempre em qualquer ponto da vida, a sede de vingança. Quanto a mim a não perder.
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