segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Dançar...

Devia ser obrigatório. Um exercício semanal de limpeza da mente, um momento higiénico e higienizante da nossa vida.
Um momento de libertação de energia, de descompressão social e de abstracção momentânea de todas essas coisas que nos ocupam a mente. Dos passos pré-concebidos, dos cumprimentos ensaiados, ou até mesmo dessa penosa tarefa que é existir dentro dos limites de pessoa normal.
Devíamos dançar mais. A nossa música. Aquela que nos diz algo, com ritmos quentes, mesmo que já passada de moda. E devíamos dançar com os outros, porque a dança é uma linguagem universal, comunica-se com ritmos.
Poderíamos assim acordar sempre a meio da tarde de domingo sem remorsos por ter dormido tempo demais.
E começar a semana sentindo que realmente se viveu no fim-de-semana.
Para só existir, já nos basta a segunda-feira.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Sunny morning in the Garden



sábado, fevereiro 19, 2011

Bernardo Sassetti Trio - Reflexos_Movimento Circular, photos by Guillaum...


Bernardo Sassetti Trio abriu ontem o JazzFest Portalegre. Sala cheia para assistir a um belo concerto.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Portalegre JazzFest 2011

Arranca hoje mais uma edição do Portalegre JazzFest.

Vêm ai dois fins-de-semana de boa musica, o que é só mais um pretexto para visitar Portalegre e marcar presença no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre.

A cidade e as montras vazias.

São como um vírus que se vai instalando e corroendo cada esquina. Tornando-as sombrias, sujas e vazias.

Primeiro uma, depois outra mais abaixo, depois a da frente. Uma a uma as montras da cidade vão ficando vazias, preenchidas apenas pelo papel pardacento do sol onde se lê “Aluga-se”.

A rua do comércio é já só uma sombra daquilo que foi e nem nas manhãs de sábado se parece consigo. As vozes calaram-se e a rua passou a ser apenas isso, uma rua onde se passa apressadamente. Não há mais necessidade de abrandar o passo e ver as montras. Elas estão a ficar literalmente VAZIAS.

E as que não estão vazias estão desfasadas. Demasiado caras, demasiado formatadas umas com as outras, produto importado da china, ou alta gama do produto português.

Não me ilibo da culpa. Também eu deixei de comprar aqui há muito. Primeiro porque ir a Badajoz era mais barato, depois porque ir a Lisboa era mais divertido, agora porque ir a Castelo Branco é mais perto.

Primeiro porque a aqui o preço não era competitivo, depois porque a oferta é pouca e indiferenciada, e porque em Portalegre, as lojas são hoje um império Chinês.

Mas também não retiro a culpa àqueles que não perceberem que das 9h às 19h não é um horário conveniente para quem trabalha e que compras ao sábado, para quem bebe um copo à sexta-feira à noite, só se fazem da parte da tarde. E também para os que não perceberam que a classe média perdeu poder de compra e por isso havia que apostar em produtos competitivos na sua relação qualidade/preço/design.

Pouco interessa de quem é a culpa. Há uma epidemia crescente de montras vazias na cidade e se o comércio local é o barómetro da vida que pulsa numa comunidade, então pessoal, tragam o desfibrilador.

A nossa cidade está em paragem cardíaca.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

PJ Harvey - The Last Living Rose

Estou capaz de gostar mesmo desta nova faceta da Miss P.J.Harvey.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

A "estufa"

[Horta com e sem estufa]

A minha técnica de construção de estufas é por assim dizer, pouco cientifica. Aproveitei uma velha cortina de plástico e uns quantos tijolos que andavam perdidos pelo sótão.
A primeira tentativa correu mal. Não contei com que o vento pudesse fazer estragos e logo numa das primeiras noites um dos tijolos acabou por cair para cima dos vasos, partindo um deles e dois pratos. Tive de ir comprar um novo e transplantar os pobres morangueiros que ficaram com a "casa" em cacos! Felizmente os morangueiros sobreviveram a esse episódio e eu percebei que tinha de avaliar melhor a questão da estufa.
Isto porque esta estrutura, apesar de frágil, tem sido essencial para manter as plantas de boa saúde. Livra-as das geadas durante as madrugadas frias de Inverno, protege-as das chuvadas fortes que têm caído e há dois dias foram essenciais para as protegerem da saraivada que caiu! Estava preocupada com esse evento meteorológico, mas mal cheguei a casa pude respirar de alivio. A estufa cumpriu a sua função.

Fiz algumas alterações quanto ao posicionamento dos tijolos para que se a pressão do vento for muita e eles caírem não atinjam os vasos e principalmente tentei diminuir os pontos pelos quais o vento pode entrar e levantar o plástico.
Esta espécie de estufa tem ainda a particularidade de ser facilmente retirada de manhã e colocada à noite, caso o dia esteja radioso de sol e justifique a preocupação.

Aconselharam-me a usar um plástico de uma cor amarelada que está à venda no Agrocentro, pois simula a luz solar dando mais vigor às plantas. Optei por reciclar um plástico existente em casa, mas ainda vou pensar nessa hipótese caso os dias se mantenham tão cinzentos.



Alface roxa - a menina dos meus olhos

Resistiu à geada e tem crescido a bom ritmo apesar das intempéries.


terça-feira, fevereiro 15, 2011

Anatomy of a Murder (1959)

Parnell Emmett McCarthy: Twelve people go off into a room: twelve different minds, twelve different hearts, from twelve different walks of life; twelve sets of eyes, ears, shapes, and sizes. And these twelve people are asked to judge another human being as different from them as they are from each other. And in their judgment, they must become of one mind - unanimous. It's one of the miracles of Man's disorganized soul that they can do it, and in most instances, do it right well. God bless juries.


Parnell Emmett McCarthy: [eyeing an empty liquor bottle] You fought this soldier by yourself. You've been drinking alone, Paulie. I don't like that.
Paul Biegler: Drop the stone, Counsellor. You live in a glass house.
Parnell Emmett McCarthy: My windows have been busted a long time ago, so I can say what I please.

Paul Biegler: Mr. Paquette, what would you call a man with an insatiable penchant for women?
Alphonse Paquette: A what?
Paul Biegler: A penchant... a desire... taste... passion?
Alphonse Paquette: Well, uh, ladies' man, I guess. Or maybe just a damn fool!
[laughter in the courtroom]
Judge Weaver: Just answer the questions, Mr. Paquette. The attorneys will provide the wisecracks.

Para quem acha que os rótulos definem as obras, este Anatomy of a Murder tem um pomposo: o de melhor drama de tribunal de sempre.

Nomeado para 7 Óscares na cerimonia da Academia de 1960 - Ano em que Ben-Hur ganhou 11 dos 12 Óscares para que estava nomeado entre eles para Óscar de Melhor filme e de melhor Actor, com James Stuart nomeado pela interpretação do Paul Biegler, um advogado em decadência após ter perdido o seu cargo de Procurador que passa os seus dia entre o barco de pesca e o piano e que é contratado para defender um caso de homicídio.

Para a acusação o caso é simples: Lt. Frederick Manion assassinou o dono do bar após este ter, alegadamente, violado a sua mulher Laura.

Mas para a defesa este homem foi alterado por um estado momentâneo de demência causado pela brutal violação da esposa e por isso deve ser ilibado do crime que cometeu.

A luta entre estas duas versões da história e a medição de forças entre uma dupla de conceituados advogados de acusação e Biegler, "a small town lawer", fazem o filme.

Laura talvez tenha sido violada, talvez não. A sua relação com o marido talvez seja de amor ou talvez de pura agressão. E o Tenente Manion talvez tenha premeditadamente e por puro ciúme assinado o dono do Bar.

Pouco interessa.

Aquilo que se demonstra no tribunal, ou aquilo que se consegue fazer um júri acreditar é a única coisa que realmente interessa. É a verdade reinventada.

O filme é relativamente longo, mas vale pela troca de palavras entre os advogados, com diálogos muito bons, cheios de momentos sarcásticos e exaltados.

E também pelas interpretações. James Stewart enquanto advogado de defesa e Lee Remick enquanto Laura enchem o ecrã.

Lee Remick tem aqui um dos seus primeiros papeis de destaque. Laura - Acho que o Otto Preminger tem uma queda para as Lauras - é uma daquelas mulheres que caberia perfeitamente num Noir. Destrambelhada, ciente de si, tão bela como perigosa e pronta para jogar um jogo cheio de ambiguidades onde cabe sempre um pouco de sedução.

Há uma verdade na sua história, só não conseguimos saber qual.

O papel inicialmente pertencia a Lana Turner, que acabou por o perder. Lana Turner exigiu que Laura usasse roupa desenhada pelo seu designer pessoal, mas Otto Preminger não esteve com meias medidas e achou que o estilo não se ajustava à personagem e acabou por chamar Lee Remick, uma jovem em inicio de carreira, apesar do estúdio estar pronto a ceder às exigências de Lana Turner.

James Stuart, que já havia visto em filmes como Vertigo e Rear Window de Hitchcock ganha aqui outra dimensão, ainda mais quando aparece ao piano com Duke Ellington que faz um cameo no filme, para além da Banda Sonora. Por curiosidade James Stuart teve uma vida longa – 99 anos - e faleceu apenas um dia depois de Robert Mitchum em 1997.


Sementeiras II - Tomates e Pepinos


Como disse há alguns dias, a sementeira é ainda uma ciência obscura para mim. Mas tenho de começar por algum lado. As sementes de courgette plantadas em lugar definitivo ainda não deram sinal de vida, o que não é de estranhar. Fevereiro tem-nos mostrado do que é feito e o Inverno parece não acabar. Frio, chuva e dias muito cinzentos não têm produzido a energia solar necessária e a vida está ainda em hibernação.
Mas como eu me sinto entusiasmada com a Horta e na Internet encontram-se tantas dicas boas resolvi fazer uma sementeira de tomates e pepinos para ver como corre.

Depois de espreitar o Borda d'Agua e de pequena pesquisa na Internet pude ver que Fevereiro é um mês adequado para semear estas espécies. Comecei por não saber bem em que recipientes o haveria de fazer, no Agrocentro existem tabuleiros de esferovite adequados a sementeiras, mas tem mais de 200 "buracos" individuais. Mesmo se transformasse o terraço numa produção intensiva não teria espaço para tantas plantas após germinadas!
Apanhei então esta dica, copos de plástico. Fiz um pequeno buraco para a drenagem - usei um clip aquecido na chama do fogão - e enchi-os de terra na qual depositei algumas sementes.

[Sementes de pepino - Sementes de Tomate]

Seis copos de pepinos e seis copos de tomates. E depois de uma primeira rega depositei-os no sótão, debaixo de um telha de vidro por onde entra a luz solar.
Está frio e chove por Portalegre, por isso achei que não seria boa ideia deixar a sementeira na rua.

Agora é só esperar que venha o sol e faça a sua parte.
Com sorte, temos salada de alface, tomate e pepino este Verão.


Borda D' Água

Agora sim! Posso fazer uma Horta com jeito :)

domingo, fevereiro 13, 2011

Morphine - Whisper mtv120.mp4

Don't worry I'm not looking at you...


sexta-feira, fevereiro 11, 2011

The Black Keys - Ten Cent Pistol - Late Night With Jimmy Fallon

Sounds like The Black Keys today...

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Alfaces Roxas - As sobreviventes


As protagonistas da foto são duas alfaces roxas que sobreviveram às geadas e que estão com um ar cada vez mais vigoroso.
Tenho impressão que este é o primeiro sucesso da minha Horta no Terraço.

Estragam-me com mimos...

Espera-me uma bela sessão de cinema.

Obrigada Gaspar.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Sementeiras


Nada de novo no Vaso XXL. As sementes de Courgette não dão sinais de vida e apesar de saber que estes processos não são tão rápidos e eficazes como a minha imaginação, não posso deixar de me sentir ansiosa por ver um rebento verdinho a brotar da terra.

Como as sementeiras são ainda uma ciência obscura para mim - e a idade ainda não me permitiu ultrapassar a ansiedade pueril de quem quer ver a obra prontamente feita - acabei por não semear salsa e coentros, mas sim transplantar de uma vaso de compra para uns vasos de barro. Espero que peguem.

O terraço com vista para o Castelo

O terraço.
Sempre foi um espaço especial da nossa casa.
No centro histórico de Portalegre, onde tudo é pequeno e atravancado entre ruas estreitas e de calçada, o terraço é uma espécie de oásis no deserto que o nosso pequeno T1 nos oferece. Espaço onde se respira, lugar de banhos de mangueira no Verão ou sitio privilegiado de jantares que entram pela madrugada a dentro nos dias em que não se consegue diferenciar o dia da noite pela temperatura.
Miradouro privado das muralhas do castelo e da Penha.
É no entanto incrível o tempo que passamos sem lá ir no Inverno. Dias e até mesmo semanas de abandono provocado pelos rigores da estação.
A Horta do terraço, até certo ponto, também tem tido essa função de reabilitação de espaço. A obrigação de tomar conta dela devolveu-me o terraço mesmo sendo ainda Inverno.
Penso já na remodelação do mobiliário de plástico e na rede de pano que tenciono pendurar algures entre a porta do sótão e a chaminé da vizinha.
Um lugar de descanso com vista para o Castelo.
Um espaço campestre mesmo no centro da vida citadina.



How-To Grow Food in a Small, Urban Space



As ideias surgem um pouco por todo o lado e a falta de espaço é cada vez menos uma desculpa aceitável.

Seja no terraço, na varanda ou até mesmo naquela janela atravancada nas traseiras da casa, ter um pedaço de horta só depende da nossa disponibilidade e motivação.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Prendas...

Porque estou em férias de semestre e há espaço para a literatura, esta prenda veio mesmo a calhar.

Obrigada :)

Fazer anos…


É um momento ambíguo.
Por um lado a excitação do momento, como se um holofote se ligasse e nós fossemos o foco da sua atenção.

Por outro, um momento de balanços e comparações. “Não deveria eu estar já noutro ponto qualquer? O que é suposto, ser, fazer, ter, quando se tem a minha idade?”

O que vale é que são só 24 horas e no dia seguinte a vida volta ao normal...

Kings Of Convenience - I'd Rather Dance With You



Sunny day :)

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Novos inquilinos no terraço



Mudei os vasos de sítio. Neste canto do terraço há sol durante mais horas.
O tempo não tem sido meu amigo, os dias têm sido frios e as noites geladas. Da primeira vaga de alfaces apenas sobreviveram duas.
A inexperiência tem destas coisas!
Não me apressei a fazer uma estufa capaz de as proteger das temperaturas próximas do negativo que as noites do Alto Alentejo nos têm oferecido e as alfaces ficaram queimadas das geadas.
Tenho-me debatido com o modelo de estufa capaz de proteger as alfaces, até agora a velha cortina de banheira tem cumprido o objectivo, apesar de não ser a mais prática das estruturas.
Hoje foi dia de novidades. Um novo vaso XXL que vai ser a casa de courgettes - caso o meu projecto de sementeira tenha sucesso - um vaso de hortelã menta que cheira divinamente e um pé de couve brócolos, que já chegou há alguns dias, mas que anda não tinha tido o devido destaque.
Replantei o vaso de alfaces, agora tenho duas alfaces roxas e meia dúzia de alfaces frisadas.E já se vislumbram folhas novas.
A horta está a ganhar contornos e cores. E espero eu, novos moradores nas próximas semanas, uma vez que a Primavera vai trazer novas possibilidades.



Hortelã Menta...

Cheiros em pleno inverno que nos fazem sonhar com a Primavera que há-de vir.

Fevereiro...

Gosto de Fevereiro.
É o mês em que nasci.
É o mês em que comemoramos os anos que caminhamos lado a lado.
É o mês das férias de semestre e portanto um mês de aliviar alguma pressão.

O mês do Festival de Jazz.
O mês em que os dias crescem um pouco.
É o mês que antecede o inicio da Primavera.
E trabalhamos menos dois dias que nos outros meses.
Este ano nem têm Carnaval.

O que há para não gostar em Fevereiro!


quarta-feira, fevereiro 02, 2011

(HD) The National - "Conversation 16" 2/1 Letterman (TheAudioPerv.com)


I'm still in love with The National