segunda-feira, março 29, 2010

Decisões dificeis...

Ver um filme?
Ler mais umas páginas do livro que ando remoer desde do Natal (Shame on me!)
Desmaiar já de seguida na cama (sem ficar com remorsos de me ir deitar quando há tanta coisa para fazer, trabalhar por exemplo)


E ainda hoje é segunda-feira...

Há dias que simplesmente não acabam. Por mais que nos doa o corpo da noite mal dormida e o estômago se contorça nas ondas de uma ansiedade desnecessária.
Por mais que a meta esteja definida no tique-taque do relógio e o fim seja anunciado, o dia simplesmente não acaba, arrasta-se nas horas, nos minutos sentidos na pele como arrepios provocados pela aragem fria.

E saem-nos da boca frases feitas e com efeito estudado anteriormente, enquanto aguardamos que a nossa missão fique completa e nos seja permitida a recompensa da solidão.

O silêncio de um quarto escuro, o conforto de uns lençóis de inverno, a certeza porém, de que por vezes nem sós estamos bem...

Há coisas que deviam ficar mais fáceis com o tempo... mas estão a ficar cada vez mais pesadas.

Noticias de Fim-de-semana

Foi passado mais a sul e teve direito a passagem por este espaço acolhedor, Galeria do Desassossego, em Beja.

A fazer desassossego por lá estavam este moços: A Jigsaw





Foi uma boa surpresa :)

quarta-feira, março 24, 2010

Todos os dias são bons para...

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Shoot'em Down (live) - Morphine at your service 2009

Ouvir Morphine...
Hoje esta não me sai da cabeça...

Talvez seja da bateria nervosa e enérgica, ou do saxofone sempre no tempo certo... ou talvez seja a letra irónica nas voz de Mark Sandman...


I'm just a test-tube baby
I'm just a test-tube baby
I start out clean each day
I start out fresh and clean
I start out clean each day
I'm just a test-tube baby

I have a pinch of this
I have a taste of that
I have a glass of this
I have a jug of that
I have a bag of this
I have a box of that
I start out clean each day
I start out fresh and clean
I start out clean each day
I'm just a test-tube baby

Shoot a crack smoker down
Shoot a crack dealer down
Shoot'm down
Shoot'm down
Shoot'm down
Shoot'm down

Shoot a crack smoker down
Shoot a beer drinker down
Shoot a beer drinker down
Shoot a pot smoker down
Shoot a bartender down
Shoot'm down
Shoot'm down
Shoot'm down
Shoot'm down

Hey shoot Colombia down
Shoot Mexico down
Shoot Panama down
Shoot El Salvador down
Shoot'm down (x10)

segunda-feira, março 22, 2010

De volta ao film Noir - The Killers (1946)



Já há algum tempo que não via um Film Noir com uma Fame Fatale a sério, mas Ava Gardner não deixa a coisa por menos e por entre um olhar cândido surge, por momentos, um sorriso trocista quase maldoso ao acabar de cantar, encostada ao piano. Sabemos aí que Swede (Burt Lancaster) está irremediavelmente perdido...
Um filme de Robert Siodmak que parte de um conto de Ernest Hemingway e que foi um sucesso na altura da sua saída, colocando Burt Lancaster e Ava Gardner na galeria das estrelas da época de ouro de Hollywood.


sábado, março 20, 2010

Mark Sandman - o documentário

SANDMAN (Teaser) from Gatling Pictures on Vimeo.


E a expectativa para ver este trabalho acabado cresce a cada novo teaser que encontro na net!

Mais Pormenores...

Hoje em Évora por volta das 22h no Bibliocafé Intensidez.
Conversa informal para apresentação do projecto revista Pormenores.
Apareçam.

sexta-feira, março 19, 2010

Dia do pai

Eu que faço parte da geração dependente dos paizinhos, antes durante e depois de curso universitário (caso sem fim à vista tal como a crise), agradeço desde já tudo o que o meu pai tem feito por mim, mesmo que eu não seja o exemplo mais perfeito de filha.

Tenho dito.*

*E pronto, acaba-se já aqui a lamechice, que o pai não é dessas coisas e eu não tenho espírito para isso.
Que venha o dia da mãe, que é muito mais de beijinhos, miminhos, palavras bonitas e coisas boas...

domingo, março 14, 2010

Rumo ao sul...

Vou logo pela manhã, mirando a Serra de São Mamede pelo retrovisor e espreitando, com ar satisfeito, o manto verde que se estende este ano pela planície.

Desço em direcção a Estremoz, passo juntinho a Arraiolos e atravesso Montemor-o-novo. Segue-se Alcácer do Sal e uma esticadela para almoçar na casa da mamã em Grândola.
Mas o dia só acaba junto ao mar. Sines é o destino.

E num só dia meio Alentejo é meu.

Levo muitas Pormenores na bagagem!
Espero trazer da viagem muitos pormenores novos para escrever.

Sala de Cinema XVI - A estrada

Numa palavra: angustiante.
Prevejo que terei pesadelos com este mundo desolado e que me vai gelar os pés só de pensar nesta angustiante espécie de era polar.
Mas é um bom filme. Forte nas suas mensagens, desolador no retracto que faz da humanidade.

*Acho que devia vir escrito no bilhete que o filme não é aconselhado a pessoas que estejam em perigo de entrar em depressão. Não foi fácil de superar tal desolação.

sexta-feira, março 12, 2010

Porque é sexta-feira...




É preciso preparar o espírito para o fim-de-semana...

quarta-feira, março 10, 2010

A primavera está quase ai *





Novo album She & Him está para breve, fica aqui "In de Sun" para abrir o apetite :)

* embora as temperaturas não o deixem transparecer....

terça-feira, março 09, 2010

Há lodo no cais (1954)*

Para mim existem dois tipos de razão para ver um filme. Uma tem a ver com o descanso da mente. Para cumprir esta função qualquer filme serve, desde que com alguma graça e beleza visual. É o que nos acontece no domingo à tarde quando o cerebro quer vegetar em frente ao ecrã, não vendo, não pensado, apenas descansado numa história qualquer, uma simples distracção. Nesses momentos qualquer filme de teenagers da Disney nos enche as medidas, nos descansa a alma e serve para gastar tempo enquanto não passa a sonolência das noites mal dormidas ou a sensação desgastante da ressaca.
A outra razão é mais nobre. Porque a vida é escassa nas suas possibilidades e estática enquanto realidade, fazemos as nossas escolhas e vivemos sabendo que poderíamos ter sido qualquer outra coisa se em vez de sim, tivéssemos dito não ou se em vez da esquerda tivéssemos cortado para a direita.
O cinema, assim como a literatura, permitem-nos sentir coisas diferentes, viver sentimentos que não apareceram nunca nas nossas existências. Colocam-nos escolhas hipotéticas perante as quais nunca sentiremos a angustia de decidir. Permitem-nos descansar de nós mesmo e projectar-nos numa vida paralela, viver intensamente aquilo que sabemos ser ficção preparando-nos para o que pode ainda vir.
Por isso um bom filme, apesar de todas as condicionantes estéticas, continua a ser um bom argumento. Uma história que seja poderosa, que nos confronte e que nos faça duvidar da nossa posição se fossemos aquela personagem.

Os filmes mais antigos contém essa crueza nos argumentos, esses enigmas de consciência. Não se pede às personagens que salvem ninguém de explosões impossíveis e que se escapem por milímetros à catástrofe, pede-se apenas que mudem o seu pequeno mundo através de um exame de consciência.
Quase sempre as consequências são pesadas, as decisões ambíguas e os resultados nobres. Ou talvez não...

Vale a pena ver um Marlon Brando meio James Dean, quase Padrinho. Estão lá os gestos e os tiques numa cara bonita e muito mais jovem de rebelde do inicio dos anos 50. Talvez seja só a personagem, mas parece-me que deve ter sido um homem temperamental.

Elia Kazan levou o Óscar de melhor realizador para casa, foi um dos 8 Óscares que o filme conquistou. Diz-se que metade da audiência na cerimónia de entrega bateu palmas e a outra assobiou quando este foi receber a estatueta dourada.

Para muitos o argumento deste filme foi uma espécie de expiação para o papel de delator que o realizador teve na época da caça às bruxa que varreu Hollywood no final de década de 40.
Tenha sido ou não esse o seu propósito, Há lodo no Cais é sem dúvida uma obra ímpar.

* uma das poucas traduções para português do título de um filme que foi feliz e até poética!

segunda-feira, março 08, 2010

De volta ao Film Noir



Porque é que eu gosto de filmes Noir?

Porque os seus argumentista não tiveram medo de ser cínicos, nem frios, nem politicamente incorrectos. Porque as suas personagens são intensas, repreensíveis, muitas vezes imorais e no entanto nunca deixam de ser humanas nas suas emoções. Os argumentista do Noir admitiram sentimentos e actos e razões que todos podem ter uma dia mas que ninguém ousa admitir. E criaram uma linha muito ténue entre o admissível e o moralmente correcto, levando-nos a ter compaixão pelos enrolados pela vida e pelos criminosos de ocasião. Pela primeira vez retiram a mulher do seu papel submisso e passaram-na de deusa-mãe para a Femme Fatale.

E depois os realizadores, os novos enquadramentos, os jogos de sombra, os diálogos tensos na maior parte das vezes, enquanto protagonizados entre homem e mulher, demasiado sensuais para uma época ainda tão puritana.





Bogard e Lauren Bacall enchem o ecrã a solo e juntos fazem-no transbordar. Este Dark Passage é um bom exemplo, apesar de não conseguir ser mais vibrante do que o The big Sleep do ano anterior.

Gosto especialmente do artificio de câmara inicial evitando mostrar Bogard uma vez que a sua personagem sofre uma transformação. Na falta de efeitos especiais, o nosso homem transforma-se num narrador-personagem fixando em grande plano uma Lauren Bacall jovem e enigmática. Demasiado naive para os dias de hoje, um pormenor delicioso num filme dos anos 40.



Porque hoje é segunda-feira...



É necessário energia!

domingo, março 07, 2010

Oscares...

Hoje é noite de Óscares.
Vêm um bocado atrasados este ano.
E mesmo tendo em conta isso, não houve tempo nem cabeça para o habitual ciclo de cinema pré-óscares.
Por isso, por agora, a minha opinião é tudo menos informada.

Estão a ficar lá atrás os anos em que a noite dos Óscares se passava em claro, sentadinhos no sofá, de papel e caneta a fazer apostas, a rir e a falar dos filmes já visto.

Belos tempos esses em que faltar às aulas de manhã era um problema menor e a noite de domingo podia ser tudo aquilo que quiséssemos.

Hoje com sorte consigo manter a pestana aberta até ao final da apresentação inicial...

P.S. Welcome to an adult life!

sexta-feira, março 05, 2010

Bom fim-de-semana! :)

Todos os dias são bons para...




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Ouvir Morphine mas hoje está a ser, novamente, um dia melhor que os outros...

Only One (Live)
Morphine at your service (2009)

terça-feira, março 02, 2010

Todos os dias são bons para...

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Ouvir Morphine.
Mas hoje está a ser um dia ainda melhor que os outros.
Morphine at my service!

Come over - Morphine at your service (2009)