terça-feira, agosto 06, 2019
FMM Sines ou a procura dos Mundos
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Angie Mendes
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4:51 p.m.
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quarta-feira, julho 03, 2019
Morreu o Avô.
A bomba já não se chama Móbil, a estrada tem semáforos, há autoestrada....O Tigre já não passa.
Existe com uma caricatura do passado, um lembrança das nossa raízes humildes, do muito que crescemos desde os tempos da terra revolta à enxada. Quando as pessoas só tinha dois nomes próprios, os nossos Avós vão para a terra com lápides resumidas.
Aqui jaz Marino José.
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Angie Mendes
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10:19 a.m.
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segunda-feira, julho 01, 2019
...
Ontem, sentada num banco de espera de estação do Oriente, bebendo o meu sumo de laranja natural acabado de espremer para uma garrafa de plástico de uso único, observado o rebanho de pessoas indo e vindo. Muitas, mastigando, bebendo, consumindo, carregando malas, correndo ao desvario ou apenas existindo ali ao ritmo a que os comboios trepidavam nos carris... Ocorreu-me que somos mesmo capazes de estar condenados. A engrenagem não tem travão.
Todo e qualquer esforço noutro sentido é como rolar a pedra de Sísifo.
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Angie Mendes
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2:24 p.m.
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quarta-feira, junho 05, 2019
Corpo
Corpo que encolhe, que mirra.
A marca nova no rosto, a cor mortiça
A fome, a gula, o jejum. A raiva.
Constante mutação.
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Angie Mendes
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9:56 p.m.
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quarta-feira, julho 25, 2018
Folhas perdidas - I
Há uns anos as folhas de papel em branco passaram a ser assustadoras. O mundo passou a ser escrito em ecrãs, partilhado freneticamente e à mesma rapidez com que se lembra, tudo se esquece.
Até de nós mesmo nos esquecemos na cadência repentina dos dias, as tarefas, as obrigações, os fretes e pelo meio tudo aquilo que fazemos para nos esquecermos do miserável que é não termos qualquer controle sobre os nossos dias.
Há dias que acordo e só queria uma pequena cabana com porta que abrisse diretamente para o mar. Queria poder andar descalça e semi despida e não ouvir nada, nem ninguém. Poder ficar a sentir a rotação da terra debaixo dos pés nus, a maré em ondas mornas, os sussurros do mundo trazidos pelo vento.
Depois há os outros dias, dias em que nada me chega. Não há simplicidade nem isolamento no brilho do mundo quando somos dragados para o seu interior, para as arenas da urbanidade onde debaixo dos nossos pés calçados nada se sente, porque vivemos a levitar. As luzes, as cores e toda essa torrente de informação que nos atropela e nunca, mas nunca nos deixa tempo para a destilar, o tempo passa nessa espécie de alucinação que não nos deixar pensar só nos permite continuar sem nunca por os pés no chão, somos levados em ombros, nem sabemos para onde estamos a ir.
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Angie Mendes
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9:51 p.m.
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O sono...
Não sei descansar
não aceito o tempo perdido
esta sede... a alma em ebulição
O meu corpo não tem palavra, só grito
Nunca sofro de cansaço...
só desfaleço de exaustão.
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Angie Mendes
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9:47 p.m.
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quinta-feira, julho 12, 2018
Dois mil dez oito, ou o voltar a casa
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Angie Mendes
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11:34 p.m.
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domingo, janeiro 14, 2018
A terceira década...
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Angie Mendes
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10:47 p.m.
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