quarta-feira, abril 04, 2012

Noticias da Horta: Primeiros rebentos

As primeiras chuvadas fizeram desabrochar as minhas sementes! Já há verde nos meus copinhos!

segunda-feira, março 26, 2012

Noticias da horta: a sementeira

O tempo continua seco, mas as temperaturas subiram e resolvi avançar com a sementeira.
Este ano consegui as desejadas sementes de tomate cereja. Mal posso esperar por ver pequenos pontos verdes dentro dos meus copinhos.

Fiz uns quantos que depois pretendo dar a outros "hortelões". Espero que a primavera traga chuva e ajude as hortas desta terra a vingar.

sexta-feira, março 02, 2012

Uma atenção especial do Reservatório de sensações

Afinal ainda chegam coisas boas pelos CTT [ultimamente só entregam facturas :P]. Uma surpresa muito especial da Ana Filipa, que conduz um blogue amigo. Também ela uma curiosa destas coisas da terra, também ela a abrir caminho por esse mundo desconhecido daquilo que se pode fazer crescer com as nossas mãos.

Obrigada.
Adorei receber sementes, vou adorar planta-las e ver as plantas a crescer.
Este ano, vai haver girassóis no meu terraço.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Second Round: The wall

Ainda ficam a sobrar muitos buracos por onde os bichanos podem entrar, mas é um começo.
De um lado uma "parede" de Tijolo e assim que tiver oportunidade, um acrescento de plástico amarelo do outro, a ver se consigo tornar os vasos inacessíveis sem os asfixiar.

Tentei recuperar as duas mudas de alface arrancadas, espero que sobrevivam aos maus tratos.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Noticias da horta: Gatos - 1 A.M. - O

Pois é, logo na primeira noite os bichanos voltaram e até se lamberam com o "tempero",
Limão e pimenta preta não é coisa que assuste gastos alentejanos.

De volta à pesquisa. Os bichanos que me aguardem para o segundo round.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Noticias da horta: afastar os bichanos


Como era esperado, vasos plantados de fresco no terraço são uma festa para os bichanos das redondezas e hoje de manhã lá estavam duas mudas de alface esgravatadas e maltratadas!
Para além de ser incomodo o cheiro, ainda me dão cabo da horta!
Eu adoro gatos, mas os bichanos das redondezas não me estão a retribuir na mesma medida.
Comecei a investigar e a primeira tentativa de os afastar dos meus vasos começa hoje.
Espalhei cascas de limão e pimenta preta pela terra e à volta dos vasos.

Os artigos que li diziam também que eles não gostam de reflexos e que garrafas de plástico meio cheias de água também os podem afugentar.

Outra sugestão passavam por usar borras de café.

A primeira fase de espantar gatos começou hoje. Vou estar atenta e ver se vale a pena periodicamente "temperar" a horta ou se terei de passar a um plano B.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Horta no Terraço 2012


O inverno continua a ser gelado mas cheio de sol por aqui.
As condições não têm sido as melhores e a horta tem estado um pouco ao abandono. As geadas maltrataram muito os morangueiros e as ervas de cheiro, os gatos dos vizinhos trataram de vandalizar o resto.

Como Fevereiro já vai a meio e os dias estão visivelmente maiores, sendo que as previsões meteorológicas indicam uma subida da temperatura, resolvi começar lentamente a mexer na horta e a preparar os meus vasos para a Primavera que se avizinha.

Hoje as compras foram simples, uns quantos pés de alface frisada e roxas, pés de coentros e salsa e finalmente encontrei sementes de tomate cereja.

Comprei também o plástico amarelo para a estufa, que segundo me indicaram será uma melhor opção pois a cor amarela torna a luz mais forte e beneficia as plantas nesta altura em que o sol ainda anda meio tímido.

Falta-me ainda resolver a questão dos gatos, espero que as alfaces sobrevivam até amanhã! Os bichanos ficam loucos com a terra fresquinha acaba da regar!

Comprei também um pouco de composto para reforçar os vasos e tentei misturar com terra que tenho estado ao longo do ano a "fazer" num balde com restos de plantas e outras terras já usadas.

O primeiro passo está dado. Vou esperar uns dias e começar a sementeira dos tomates cereja. No que depender de mim, haverá muitas saladas biológicas este Verão.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Cat People (1942)


Woman at pet shop: You can fool everybody, but laudie dearie me, you can't fool a cat. They seem to know who's not right

Jacques Tourneur cria aqui uma atmosfera de suspense, nas sombras, nas imagens que não se vêem mas presentem-se.
Um bom jogo de luzes e sombras, um argumento simples mas consistente prende-nos neste filme curto - tem pouco mais de 1hora - mas que passa a bom ritmo.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

The Naked City (1948)

O final da década e 40 do século passado foi sem dúvida um tempo entusiasmante para os amantes do cinema. O Noir estava no seu auge, o cinema reinventava-se a cada nova película, o Star System estava montado e o mundo era brilhante e glamouroso.
The Naked City é um desses Noir narrado em voz off com a peculiaridade, para a época, de ter um toque documental, fazendo um esforço para retractar o quotidiano da cidade de Nova Iorque.
Filmado nas ruas da cidade, The Naked city reclama para si uma áurea de autenticidade, quer-nos apenas contar uma das muitas histórias da cidade num dia de Verão.
E nesse dia na cidade, onde na época viviam 8 milhões de pessoas, destaca-se o assassinato de Jean Dexter.
A receita é conhecida, um crime, vários suspeitos, o policial incansável e a dama indefesa. Mas funciona na plenitude até à sequência final.
Simples e empolgante como um bom filme deve ser.


quinta-feira, janeiro 05, 2012

E se eu gostasse muito de morrer


Os livros que nos falam de locais conhecidos provocam um misto de sentimentos. Por lado, reconhecemos os cantos da casa, por outro afecta-nos que esses cantos não sejam tão perfeitos vistos de outros ângulos.

Rui Cardoso Martins com certeza sabe do que fala quando fala da sua terra. No entanto, a sua terra não é já esta onde eu vivo.

Reconheço-a nas entrelinhas, nas ideias peculiares, na sua originalidade provinciana.
Mas infelizmente já nem isso é como era.

O fio condutor da narrativa é essa sombra, o suicídio. As mil histórias delirantes que existem por aqui, nestas terras onde o vento suão enlouquece as pessoas nas noites secas de verão.

O suicídio como banalidade, como solução, como piada entre gerações, o suicídio por engano ou como filosofia de vida.

História peculiar, caricata por vezes e até incomoda para aqueles que se reconhecem nas entrelinhas.
Vale a pena ler, nem que seja para perceber o quanto evoluímos.

terça-feira, janeiro 03, 2012

Em 2012...

Quero poder ser uma melhor pessoa.

Quero ter mais paz de espírito.
Quero aprender a dar mais e a esperar menos.
Quero conseguir aceitar o tempo.
Quero correr mais e mais depressa.
Quero que a horta cresça verde e viçosa.
Quero que a crise me deixe em paz.
Quero ter mais trabalho.
Quero fazer uma tese de mestrado decente.
Quero ter a liberdade de sonhar.
Quero ter força para tornar sonhos em realidade.
Quero ser mais feliz.


sexta-feira, dezembro 30, 2011

2011 - O ano da confrontação.

Os anos tornam-se cada vez mais diferentes - e difíceis.
Confrontam-me com realidades para as quais muitas vezes não me sinto preparada, que se revestem de uma enorme injustiça ou que, por outro lado, são avassaladoras de tão boas que são.

2011 confrontou-me com a beleza de ver um bebé crescer. Mesmo que de longe, mês a mês. Cada sorriso, cada choro, cada dia é uma emoção. Cada problema, cada necessidade um medo acrescido de nunca vir a ter a disponibilidade emocional para levar a cabo tal empreitada e acabar por ficar assim, para tia.

2011 confrontou-me com o declínio do corpo, o arrastar da mente e o definhar da vida. Os sentimentos contraditórios que nos assolam quando vemos os nossos entes queridos votados a uma cama, sem serem mais senhores de si. Arrancados da sua casa de décadas e, embora tratados dentro das melhores condições possíveis, sentindo-se completamente abandonados.
Não devíamos nunca, jamais viver para além da dignidade do nosso corpo. Grande é esse castigo da natureza.

2011 confrontou-me com novos desafios profissionais, como o medo de falhar, com o prazer de conseguir, com a certeza de que poderemos sempre dar o nosso melhor e sentir prazer nisso. Só precisamos de uma oportunidade.

2011 confrontou-me mais e mais com essa grande verdade: acções têm consequências. E no fim, podemos ser sempre tudo o que quisermos ser, basta só estar disposto a pagar por isso...

2011 confrontou-nos com o medo do futuro. Com a incerteza, a instabilidade e um 2012 obscuro.

2011 confronto-me com o facto de que o mundo tal como o conhecemos pode não ficar para sempre assim. E a mudança é dolorosa, desconcertante, assustadora, imprevisível, todos essas coisas que não queremos na nossa vida.

Ainda não consegui sentir se essa mudança abrupta, apesar de dolorosa, é boa ou não.

2011 confrontou-me mais e mais comigo. EU, a minha vontade, os meus desejos, a minha existência, os meus medos e fraquezas. O difícil, o tão difícil que é dividir-me com alguém, integrar-me no mundo, abdicar, ceder, desejar menos, partilhar mais, ser em comunhão. Olhar o bem comum, aceitar os sacrifícios, esperar por dias melhores...controlar-me, aceitar.

Em 2011 o tempo passou, ainda mais rápido por entre os dedos, como pequenos grãos de areia. E esse sentimento de perda continuou a existir. Porque se há algo que não consigo ainda entender é esse esgotar do tempo, essa perda de possibilidade, a vida que nunca poderemos voltar a viver, a escolha que não podemos voltar a fazer, esse ser finito, limitado, estático que somos, apenas vivendo...

terça-feira, dezembro 13, 2011

Sintra


Adora casas velhas. Imponentes, caídas, ocupadas por ervas daninhas que crescem na humidade de um inverno que parece não acabar.




quarta-feira, dezembro 07, 2011

The Black Keys

domingo, novembro 27, 2011

Fado Património Imaterial da Humanidade

quinta-feira, novembro 24, 2011

quarta-feira, novembro 16, 2011

"O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser."
Kudera, M. A insustentável leveza do ser

quinta-feira, outubro 27, 2011


Dan Brown: The thought of this life, that's what kept me going. I had an idea of our happiness. 

The Hours
Stephen Daldry

Fleet Foxes



Algo está a acontecer, a mudar, novos desafios, novas etapas, pequenas vitórias que ainda nem tive tempo de saborear.
Apesar das dificuldades, por breves momentos sinto uma luz que treme no fundo do túnel. Por breves momentos, parece que ainda tudo pode correr bem.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Vivendo na era da incerteza

Vivemos por entre os dias que passam, as notícias que o televisor debita, o calor que teima em não nos deixar, como que um prenuncio da estranheza que nos espera.

Viver em épocas de turbulência implica esta ambiguidade de sentimentos, sabemos que vivemos história, mas queríamos todos estar noutra década qualquer.

Que devem ter pensado os desgraçados que assistiram ao mundo em guerra no final dos anos trinta do século passado, ou os outros antes deles com o crash de 29?

Pensaram que iam perder o pouco que tinham. Ter pouco é ter pouco para perder.
Mas nós crescemos nesta largura de horizontes, neste mundo de possibilidades. Vimos o que há para lá das cortinas, sabemos, que a pobreza, principalmente a de espírito, não é aceitável.

Temos quase tudo e, por consequente, tudo para perder.

As nossas vidas tornaram-se pesadas, asfixiadas nos papeis que nos caem na caixa do correio ao final do mês. A renda, a luz, a Internet, o IM, o telemóvel, o IRS, o seguro do carro, o supermercado, uma perseguição sem fim.

Se antes podíamos arrumar a trouxa e dar o salto, agora estamos presos com ancoras à vida que montámos, a esta era da abundância que agora se está a tornar tão escassa.

Adivinha-se dias difíceis, semblantes pesados pelas ruas. Lojas onde os donos passam os dias por pura resistência, empresas que se esvaem por entre os dedos de quem as montou, casas outrora felizes agora envergonhadas pela adversidade.

Não será o pior momento da história. Será apenas aquele que para nós, filhos absolutos do capitalismo, mais difícil será de ultrapassar.
Apreender a viver com pouco é a dificuldade. O caminho inverso é sempre mais fácil.